segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Irena Sendler morreu...sabes quem era?

Nem sempre o prêmio é atribuído a quem mais o merece...

Uma senhora de 98 anos chamada Irena faleceu há pouco tempo.
Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações.
Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazistas relativamente aos judeus (sendo alemã!)  

Irena trazia crianças escondidas no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira na parte de trás da sua caminhoneta (para crianças de maior tamanho). Também levava na parte de trás da caminhoneta um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto.  

Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer.
Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.  

Por fim os nazistas apanharam-na e partiram-lhe ambas as pernas, braços e prenderam-na brutalmente.  
Os nazis souberam dessas atividades e em 20 de Outubro de 1943; Irena Sendler foi presa pela Gestapoe levada para a infame prisão de Pawiak onde foi brutalmente torturada. Num colchão de palha encontrou uma pequena estampa de Jesus Misericordioso com a inscrição: “Jesus, em Vós confio”, e conservou-a consigo até 1979, quando a ofereceu ao Papa João Paulo II.

Ela, a única que sabia os nomes e moradas das famílias que albergavam crianças judias, suportou a tortura e negou-se a trair seus colaboradores ou as crianças ocultas. Quebraram-lhe os ossos dos pés e das pernas, mas não conseguiram quebrar a sua determinação. Foi condenada à morte. Enquanto esperava pela execução, um soldado alemão levou-a para um "interrogatório adicional". Ao sair, gritou-lhe em polaco "Corra!". No dia seguinte Irena encontrou o seu nome na lista de polacos executados. Os membros da Żegota tinham conseguido deter a execução de Irena subornando os alemães, e Irena continuou a trabalhar com uma identidade falsa.

Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim.  

Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família. A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adotivos.  

No ano passado foi proposta para receber o Prêmio Nobel da Paz... mas não foi selecionada. Quem o recebeu foi Al Gore por uns dispositivos sobre o Aquecimento Global.

Não permitamos que alguma vez esta Senhora seja esquecida!! 

Passaram já mais de 60 anos, desde que terminou a 2ª Guerra Mundial na Europa. Este texto está a se reenviando como uma cadeia comemorativa, em memória dos 6 milhões de judeus, 20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos e 1.900 sacerdotes católicos que foram assassinados, massacrados, violados, mortos à fome e humilhados com os povos da Alemanha e Rússia olhando para o outro lado.  
Agora, mais do que nunca, com o Iraque, Irã e outros proclamando que O Holocausto é um mito, é imperativo assegurar que o Mundo nunca esqueça.  
A intenção deste texto é chegar a 40 milhões de pessoas em todo o mundo.
Une-te a nós e sê mais um elo desta cadeia comemorativa e ajuda a distribuí-la por todo o mundo..
Por favor, envia este texto às pessoas que conheces e pede-lhes que não interrompam esta cadeia.

"A razão pela qual resgatei as crianças tem origem no meu lar, na minha infância. Fui educada na crença de que uma pessoa necessitada deve ser ajudada com o coração, sem importar a sua religião ou nacionalidade." - Irena Sendler



sábado, 6 de agosto de 2011

O poder que uma informação errada tem sobre a sua mente


Fonte : super.abril.com.br 
Ana Carolina Prado 5 de agosto de 2011
Duas pessoas conversam no trabalho:
- Você já conheceu o Artur, aquele cara novo que está trabalhando aqui? Ele parece legal, né?
- Ih, tome cuidado porque ouvi dizer que ele puxou o tapete dos colegas na outra empresa em que trabalhava. Dizem que esse cara é tão manipulador e egoísta que acho até que deve ser um daqueles psicopatas corporativos.
Não era verdade: Artur é gente boa e o segundo interlocutor o havia confundido com outra pessoa. Descoberto o engano, tudo foi esclarecido para não deixar o colega com uma impressão ruim a respeito do novato.  Mas o estrago já havia sido feito. Um novo estudodescobriu que, mesmo que você peça para as pessoas ignorarem uma informação errada, isso não apaga a ideia inicial que ela causou.
Na pesquisa, feita pela Universidade da Austrália Ocidental, os psicólogos pediram que estudantes universitários lessem o relato de um acidente envolvendo um ônibus cheio de passageiros idosos. Os alunos foram então informados de que, na verdade, os passageiros não eram idosos. Para alguns alunos, a história acabou ali. Para outros, foi dito que o ônibus estava levando o time de hóquei da faculdade.
Depois, cada um teve que responder algumas perguntas sobre esse fato e o resultado mostrou o poder da desinformação: quem havia sido advertido sobre o engano e ouviu a história até o fim estava menos propenso a errar do que os outros, mas ainda assim acabou concordando com afirmações como ”os passageiros tiveram dificuldade para sair do ônibus porque eles eram idosos e frágeis”.
Isso indica que, mesmo quando você compreende, lembra e acredita na correção posterior, a informação que você recebeu inicialmente ainda vai afetar o seu raciocínio e suas conclusões. Para o psicólogo Ullrich Ecker, um dos autores do estudo, tal fato revela um pouco sobre como funciona a nossa memória.
“Apesar de as pessoas terem alguma capacidade de evitar a confiança indevida em informações de má qualidade, isso ainda continua a afetar o seu raciocínio”, explica ele. “Nossa memória está constantemente conectando fatos novos e antigos e amarrando os diferentes aspectos de uma situação em conjunto, de modo que nós aproveitamos, ainda que inconscientemente, fatos que sabemos ser errado para tomar decisões mais tarde”.
Os pesquisadores descobriram que uma advertência específica – dando informações detalhadas sobre o efeito influência da desinformação – conseguiu reduzir a influência das informações iniciais, mas não eliminá-la. E não adianta avisar as pessoas de que as informações nem sempre são checadas antes de serem espalhadas – Ecker disse que isso é ainda menos eficaz.
O lance é sempre checar bem as informações antes de espalhá-las por aí porque, mesmo que você corrija algum eventual erro depois, elas podem ter efeitos duradouros sobre a imagem de algo ou alguém.

Contribuição da América Latina a uma geosociedade.


por Leonardo Boff
Crescimento no mundo em todos os lugares de resistência ao sistema de dominação capitalista por grandes multilateral global sobre as nações, o povo real e da natureza. Está emergindo, certo ou errado, uma tendência para práticas ambientalmente orientadas e projetos que já testaram o novo. A base é sempre a economia solidária, o respeito aos ciclos da natureza, a sinergia com a Mãe Terra, a economia a serviço da vida e não para o lucro e uma política sustentada de hospitalidade, tolerância, cooperação e solidariedade entre os diferentes povos, eliminando assim a base para o fundamentalismo religioso e político, o terrorismo e temos visto nos os EUA e agora na Noruega.
Dos muitos projetos existentes na América Latina, economia solidária, agricultura familiar orgânica, energias alternativas limpas, a Via Campesina, o Movimento Zapatista e outros, queremos destacar dois que representam o significado universal: o primeiro é " Viver Bem ", ea segunda é a" Democracia e da Comunidade da Terra "como uma expressão de um novo tipo de socialismo.
O "Bem Viver" está presente em todo o continente Abya Yala (o nome indígena para o continente sul-americano), o extremo norte ao extremo sul, sob muitos nomes, estes dois melhores conhecidos: soma qamaña (da cultura Aymara ) e adicione kawsay (a partir da cultura quéchua).Ambos significam "o processo da vida em sua plenitude." Esta é a vida pessoal e social em harmonia e equilíbrio material e espiritual. Primeiro é uma boa vida e então um como viver, com os outros, a comunidade, com a Terra Mãe Divina, e suas energias presentes nas montanhas, águas, florestas e selvas, no solo, sol, lua e todo o ser. Ele busca a harmonia, e não a acumulação de riqueza, mas produzindo o suficiente e digno para todos, respeitando os ciclos da Pachamama e as necessidades das gerações futuras.
Este "Viver Bem" não tem nada a ver com o nosso "viver melhor" ou "qualidade de vida." Nosso viver melhor é acumular recursos materiais a consumir mais na dinâmica do progresso ilimitado, que é impulsionado pela concorrência e simplesmente do uso da natureza, sem respeito pelo seu valor intrínseco e não reconhecimento do mesmo. Para alguns pode viver melhor, milhões de pessoas a viver mal.
O "Viver Bem" não é simplesmente identificado com o nosso "bem comum", pensou apenas em termos de seres humanos em sociedade, um inconsciente antropologia e sociocentrismo. O "Viver Bem" abrange tudo o que existe, a natureza de seus seres diferentes, todos os seres humanos, a busca de equilíbrio entre eles, também com os espíritos, pessoas sábias (avós e avôs que morreu), com Deus, que todos possam viver juntos em harmonia. Não pode pensar no "Viver Bem" sem que a comunidade humana mais ampla possível, natural, terrestre e cósmica. A "Minga", que é o trabalho da comunidade, expressa bem o espírito de cooperação.
Esta categoria de "boa vida" e "Viver Bem" veio ao Constituições do Equador e da Bolívia. A grande tarefa do Estado é criar as condições deste "Viver Bem" para todos os seres e não apenas para os seres humanos.
Nesta perspectiva, nascido na periferia do mundo, com todas as suas utópico, é destinado a todos porque é uma tentativa de responder à crise atual, que vai garantir a vida futura da humanidade e da Terra.
A outra contribuição da América Latina a um outro mundo é "Democracia e Comunidade da Terra." Possível É um tipo de vida social, existentes nas culturas de Abya Yala, suprimida pela colonização, mas agora, com o movimento indígena resgatando sua identidade, está atraindo os olhos dos analistas. É uma forma de participação que vai além da democracia representativa tradicional e carimbo europeu participativa. Incluídos, mas acrescenta um novo elemento: a comunidade como um todo. Ele participa do desenvolvimento de projetos em sua discussão, a construção de consensos e de implementação. Ela pressupõe uma vida em comunidade já estabelecida na população.
Ele se distingue de outros tipos de democracia para incluir toda a comunidade, a natureza ea Mãe Terra. Reconhece os direitos da natureza, animais, florestas, água, como mostrado nas novas constituições do Equador e da Bolívia. Ela expande a personalidade jurídica a outros seres, especialmente a Mãe Terra. Para o fato de que os seres vivos têm valor intrínseco e são portadores de dignidade e direitos, e, portanto, merecedores de respeito.
Democracia, então, sócio-terrena democracia planetária na Terra. Alguns dizem que isso é utopia. E é. Mas é uma utopia necessária. Quando superar a crise da Terra (se excedido), o caminho da humanidade será organizada globalmente em torno do "Viver Bem" e "Democracia Earth", para Biocivilización (Sachs). Já há sinais desse futuro antecipatória, também chamado de "Terra da Boa Esperança".

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Uma dúvida sobre anti-depressivos?


Tudo que se pode conseguir com comprimidos ou ingestão de alcool é somente anestesiar o cérebro por um tempo.Eventualmente a condição irá se agravar e a dose terá que ser aumentada.Mascarar o problema não é o mesmo que resolvê-lo.
Qual a solução?
O Método se chama Dianética(ciência moderna da Saúde Mental)e é o único método efetivo na história que é capaz de eliminar completamente o estado crônico destas doênças.
A Dianética é a única ciência que funciona porque não põe nada no corpo ou na mente.Em vez disto,extrai a raiz do que está causando o sofrimento.Como o pânico e a depressão se originaram na mente,somente a mente irá cura-los,ao passo que comprimentos,agulhas,auto sugestão e todos os métodos anteriores citados são comprovadamente ineficazes.
Qual a diferença entre Dianética,e outros métodos?
Dianética funciona.
Tenho resolvidos inumeros casos com Sucesso diariamente.Sou Auditor de Dianética especializado em doênças psicosomáticas o que sua mente influência seu corpo,As vezes as pessoas entram em um estado depressivo sem razão aparente.No entanto,ao conhecerem a Dianética,entenderem como a mente funciona e iniciarem a terapia,descobrem que a sua condição se deve a registros ocasionados por sofrimentos e perdas do passado.Estes registros negativos ficam armazenados na mente reativa,que atua abaixo da nossa consciência e entra em ação a partir de episódios aparentemente banais,mas que contém alguma semelhança ao passado.Ciência moderna que estuda o funcionamento da mente humana,explica o motivo pelo qual experiências do passado têm influência na vida presente.Alguns dos efeitos colaterais dos anti-depressivos:
Insônia
Nervosismo e ansiedade
Pensamentos e ações violentas
Agitação
Pensamentos suicidas ou suicídio
Tremores
Hostilidade
Sudorese
Arritmia cardíaca
Agressão
Comportamento criminoso
Confusão e pensamentos incoerentes
Paranóia
Alucinações
Psicose
Acatisia (a agitação dolorosa interior)
Um estudo descobriu que 14% dos jovens tomando um antidepressivo tornou-se agressivo e até violento.
Sintomas de abstinência dos antidepressivos incluem pensamentos suicidas, agressividade, ansiedade, depressão, crises de choro, insônia, tontura, vômitos, dores de cabeça, tremores, e energia elétrica "zap" sensações no cérebro


Fonte(s):


Auditor em Dianética(Terapeuta)Formado e Treinado na Europa-Bruxellas-Bélgica
Experiência em doênças psicossomáticas,atuei consultando muitas pessoas na Europa(Bélgica) e agora atuando no Brasil(São Paulo e Sorocaba)
alainhosch@hotmail.com
alainhosch@yahoo.com.br
.(011)9478-5812 e (011)9715-6142

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Carta de Abraham Lincoln ao professor de seu filho.


"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, por cada vilão há um herói, que por cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que por cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu, as flores do campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos. Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando esta triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram. Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou a pedir muito, mas veja que pode fazer, caro professor."

Abraham Lincoln, 1830

Água com estômago vazio.

Quanto mais se sabe, maiores hipóteses de sobrevivência...
 Um cardiologista diz quem se todos que receberem esta mensagem, a enviarem a pelo menos uma das pessoas que conhecem, pode ter a certeza de que, pelo menos, poderá salvar uma vida.

   Beba água com estômago vazio. 

Hoje é muito popular, no Japão, beber água imediatamente ao acordar. Além disso, a evidência científica tem demonstrado estes valores. Abaixo divulgamos uma descrição da utilização da água para os nossos leitores.
Para doenças antigas e modernas, este tratamento com água tem sido muito bem sucedido....

Para a sociedade médica japonesa, uma cura de até 100% para as seguintes doenças:

Dores de cabeça, dores no corpo, problemas cardíacos, artrite, taquicardia, epilepsia, excesso de gordura, bronquite, asma, tuberculose, meningite, problemas do aparelho urinário e doenças renais, vômitos, gastrite, diarreia, diabetes, hemorroidas, todas as doenças oculares, obstipação, útero, câncer e distúrbios menstruais, doenças de ouvido, nariz e garganta.


Método de tratamento:
1. De manhã e antes de escovar os dentes, beber 2 copos de água.

2. Escovar os dentes, mas não comer ou beber nada durante 15 minutos.

3. Após 15 minutos, você pode comer e beber normalmente.

4. Depois do lanche, almoço e jantar não se deve comer ou beber nada durante 2 horas.

5. Pessoas idosas ou doentes que não podem beber 2 copos de água, no início podem começar por tomar um copo de água e aumentar gradualmente.

6. O método de tratamento cura os doentes e permite aos outros desfrutar de uma vida mais saudável.


A lista que se segue apresenta o número de dias de tratamento que requer a cura das principais doenças:

1. Pressão Alta - 30 dias

2. Gastrite - 10 dias

3. Diabetes - 30 dias

4. Obstipação - 10 dias

5. Câncer - 180 dias

6. Tuberculose - 90 dias

7. Os doentes com artrite devem continuar o tratamento por apenas 3 dias na primeira semana e, desde a segunda semana, diariamente.


Este método de tratamento não tem efeitos secundários. No entanto, no início do tratamento terá de urinar frequentemente.

É melhor continuarmos o tratamento mesmo depois da cura, porque este procedimento funciona como uma rotina nas nossas vidas. Beber água é saudável e dá energia.

Isto faz sentido: o chinês e o japonês bebem líquido quente com as refeições, e não água fria.

Talvez tenha chegado o momento de mudar seus hábitos de água fria para água quente, enquanto se come. Nada a perder, tudo a ganhar!


Para quem gosta de beber água fria.

Beber um copo de água fria ou uma bebida fria após a refeição solidifica o alimento gorduroso que você acabou de comer. Isso retarda a digestão.

Uma vez que essa 'mistura' reage com o ácido digestivo, ela reparte-se e é absorvida mais rapidamente do que o alimento sólido para o trato gastrointestinal. Isto retarda a digestão, fazendo acumular gordura em nosso organismo e danifica o intestino.

É melhor tomar água morna, ou se tiver dificuldade, pelo menos água natural.

Nota muito grave - perigoso para o coração:

As mulheres devem saber que nem todos os sintomas de ataques cardíacos vão ser uma dor no braço esquerdo.

Esteja atento para uma intensa dor na linha da mandíbula. Você pode nunca ter primeiro uma dor no peito durante um ataque cardíaco.

Náuseas e suores intensos são sintomas muito comuns.

60% das pessoas têm ataques cardíacos enquanto dormem e não conseguem despertar. Uma dor no maxilar pode despertar de um sono profundo...

Sejamos cuidadosos e vigilantes.

Quanto mais se sabe, maior chance de sobrevivência...

Um cardiologista diz que se todos que receberem esta mensagem, a enviarem a pelo menos uma das pessoas que conhecem, pode ter a certeza de que, pelo menos, poderá salvar uma vida.

Morar em bairros mais pobres afeta função cognitiva em mulheres, diz pesquisa


Fonte: veja.abril.com.br

Idosas que moram em vizinhanças pobres se saem piores em habilidades como atenção, percepção, memória e raciocínio

Função cognitiva: mulhers que vivem em vizinhanças mais pobres têm habilidades como memória, atenção e percepção diminuídas
Função cognitiva: mulhers que vivem em vizinhanças mais pobres têm habilidades como memória, atenção e percepção diminuídas (Thinkstock)
Mulheres com 65 anos ou mais que vivem em vizinhanças pobres têm maior chance de possuírem uma menor função cognitiva se comparadas com as que vivem em bairros mais ricos. Segundo pesquisa publicada no American Journal of Public Health, vizinhanças com baixo status socioeconômico podem gerar um impacto negativo em funções como a atenção, percepção, memória e raciocínio nesse grupo de mulheres.
Ao contrário de estudos anteriores, a pesquisa não conseguiu encontrar nenhuma correlação entre a baixa função cognitiva e o tempo de moradia de cada mulher. Os pesquisadores também não conseguiram descobrir se os níveis de renda e de educação de cada voluntária haviam fortalecido ou enfraquecido a relação entre o status da vizinhança e a função cognitiva. 
O estudo, de autoria da instituição sem fins lucrativos RAND Corporation, ainda revelou que fatores que podem piorar as condições cognitivas no futuro, como saúde vascular, comportamentos de saúde e fatores psicossociais (como depressão) não explicam inteiramente a relação entre o status da vizinhança e a função cognitiva. Embora o estudo não chegue a uma conclusão, vários médicos chamam a atenção para o fato de que pessoas com menos tempo de educação formal têm prejuízos cognitivos durante a velhice.

Durante a pesquisa, foram coletadas informações de 6.137 mulheres de 39 localidades dos Estados Unidos, todas com 65 anos ou mais. Elas receberam um teste padrão que media a função cognitiva por itens que avaliavam memória, raciocínio e funções espaciais. Descobriu-se, então, que aquelas mulheres que moravam em bairros pobres tinham resultados mais baixos nos exames.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

De onde vem o mal?

Preso a uma cadeira e com as pálpebras abertas à força por uma máquina, o assassino Alex é obrigado a assistir a longas horas de vídeos com cenas de violência explícita. Algo que ele, em princípio, gosta. Drogado para associar as imagens na tela a sentimentos de dor extrema, o criminoso passa a sentir aversão à crueldade e, finalmente, é considerado “recuperado”. Quarenta anos depois da clássica cena do filme Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, a busca de uma cura para a maldade deixou de ser ficção científica. Ela hoje está presente no cotidiano de dezenas de centros de pesquisa pelo mundo. Laboratórios na Alemanha, nos Estados Unidos e na Inglaterra abrigam scanners que medem o fluxo de sangue no cérebro e aparelhos de sequenciamento genético que ajudam a traçar uma nova anatomia do mal dentro do ser humano.

Como resultado, a ciência encontrou áreas cerebrais envolvidas no controle da maldade, genes relacionados à crueldade e situações em que até mesmo os mais bondosos podem se transformar em torturadores. Numa análise do que aconteceu durante as torturas da prisão de Abu Ghraib, por exemplo, cientistas citam fatores como o estresse dos soldados, o tipo de comando e até o calor excessivo como alguns dos ingredientes de uma situação perfeita para que pessoas tidas como “de bem” libertassem seu lado torturador. Estudos também mostram que por trás daquela dificuldade de se conter em partir para a briga em discussões pode estar uma falha em algumas regiões cerebrais.
As descobertas, no entanto, já inspiram técnicas para “corrigir a mente” tão controversas quanto as do filme. Entre elas, a oxitocina, uma droga que age no cérebro para melhorar o comportamento moral, e terapias preventivas com crianças que apresentam risco de se tornarem psicopatas. As pesquisas mostram que fazer o mal pode não ser uma questão de livre-arbítrio. “Pessoas fizeram atos de crueldade não porque escolheram, mas porque apresentaram uma deficiência no cérebro”, sugere o Ph.D. em psicologia e professor da Universidade de Cambridge, Simon Baron-Cohen, que acaba de lançar o livro Science of Evil (A Ciência do Mal, ainda sem edição no Brasil), obra na qual revisa mais de 300 estudos da área.
A EMPATIA 
Para saber o que são essas deficiências cerebrais, é preciso antes entender um mecanismo apontado como válvula de segurança contra a maldade. A empatia é a capacidade natural que temos de identificar o que outra pessoa está pensando ou sentindo e responder com uma emoção apropriada. Quando alguém chora ao ver um filme triste ou esboça um sorriso ao ouvir uma gargalhada, ativa a empatia. É também essa habilidade que atua quando você freia um instinto de agredir alguém indefeso ou impede um terceiro de agir assim, prevendo o sofrimento da vítima. “Maldade é falta de empatia. Você causa mal a alguém porque não está preocupado se a pessoa vai se machucar fisicamente ou emocionalmente”, diz o psiquiatra Fábio Barbirato, da Santa Casa do Rio de Janeiro.

Na última década, estudos mostraram que a empatia não é apenas um conceito filosófico, mas pode ser localizada dentro da massa cerebral. Há consenso na neurociência de que pelo menos 10 regiões cerebrais, chamadas por Baron-Cohen de “circuito da empatia”, estão relacionadas com essa capacidade. Quando há lesão em áreas como o córtex pré-frontal medial, perdemos reações involuntárias que temos ao assistir a cenas fortes como mutilações (aumento de batimento cardíaco e suor nas mãos), o que sugere que a dor do outro deixa de ser processada da mesma forma dentro da gente. Já outras áreas, como a parte anterior da ínsula, são ativadas tanto quando sentimos dor quanto no momento em que vemos alguém sofrer um estímulo doloroso. Há pelo menos 60 pesquisas mostrando essas conexões e sugerindo um mecanismo do cérebro que se ativa para que, de alguma forma, também possamos sentir dentro de nós as emoções que presenciamos.
CURTO-CIRCUITO 
Esse mecanismo de identificação nos leva a considerar o sentimento dos outros ao tomar qualquer atitude. Você vê uma velhinha cheia de pacotes com dificuldades para subir as escadas e sente vontade de ajudá-la. Ou vê o seu irmãozinho chorando e para de brigar. Só que nem sempre o mecanismo está a todo vapor. Fatores como estresse, álcool e cansaço diminuem temporariamente a empatia. O sistema também é desligado quando estamos muito focados em nós mesmos. Seu cérebro pode não perceber o sufoco da velhinha se você está às voltas pensando no namorado ou namorada que está lhe traindo, por exemplo.

Ao diminuir a identidade com o próximo, uma pane da empatia também faz com que a pessoa não sinta um bloqueio ao pensar em fazer algo malvado. “Quando alguém comete uma crueldade, esse circuito tem um mau funcionamento, está desligado”, defende Baron-Cohen. Mas para que a vontade de praticar uma maldade não seja freada pela perspectiva de sofrimento da outra pessoa, é preciso que a empatia esteja bem baixa, o que normalmente não está ligado apenas a fatores de momento. É por isso que o cientista inglês e outros especialistas criaram uma medida do funcionamento desse sistema no cérebro, o quociente de empatia, ou simplesmente QE. A avaliação é feita por questionários (veja um no final desta matéria), mas pode ser confirmada medindo ondas cerebrais. Quanto maior o QE, mais altas as chances de frear impulsos de crueldade por “sentir” a dor do outro.
Nos psicopatas, por exemplo, a empatia é zero. Eles não são contagiados pelas emoções alheias e não sofrem remorso. “Há uma área do cérebro abaixo da órbita do olho que integra o caráter. Nos psicopatas, indivíduos que têm defeito na empatia, essa área não se formou direito”, diz a especialista em psicopatia Hilda Morana, doutora em psiquiatria pela Universidade de São Paulo. Mas eles não são os únicos. Há outros diagnósticos associados ao nível zero, entre eles o transtorno borderline, de pessoas desreguladas emocionalmente, com tendência a comportamentos agressivos — essas também têm padrões diferentes no circuito da empatia.

Um pouco acima do nível zero estão pessoas que podem ser capazes de machucar as outras, mas sentirão remorso depois. É o caso daqueles que explodem facilmente durante discussões, chegando à agressão. Nesse caso, o circuito cerebral não funciona suficientemente para inibir os impulsos violentos e a pessoa não percebe estar passando do limite. Num nível ligeiramente acima, a pessoa freia a violência, mas não aquelas situações constrangedoras em que alguém faz comentários como “você engordou”, e não percebe que pode deixar o outro chateado.

O nível de empatia, no entanto, não é determinado no momento do nascimento. “Há uma interação de fatores sociais com causas genéticas que ainda estão sendo investigadas”, diz o indiano Bhismadev Chakrabarti, Ph.D. pela Universidade de Cambridge, ele mesmo descobridor de 4 genes relacionados à empatia. Junto com outros pesquisadores, o neurocientista mediu em 2009 o QE de 349 pessoas e fez um mapeamento genético de cada uma delas. Além dos genes, ele achou uma área cerebral, o giro frontal inferior, sempre mais ativa em pessoas com alto QE. “Já há cerca de 20 genes associados à questão. Ter as variações genéticas não significa automaticamente que a pessoa será empática.”
CULPE OS PAIS 
Apesar de cada vez mais descobertas genéticas, a maior parte das explicações para empatia baixa não está no DNA. De 60% a 80% das pessoas borderline, por exemplo, têm histórico de maus-tratos, separação precoce dos pais ou rejeição na infância. De 40% a 70% do mesmo grupo sofreram abuso sexual quando crianças. Ou seja, a educação importa, e muito. Há inúmeras pesquisas que mostram que uma criança, em uma casa estruturada e com educação de qualidade, tende a ser menos agressiva. Mas como relacionar isso ao “tilt” no cérebro? O psiquiatra americano Paul Soloff mostra que pessoas abusadas sexualmente na infância, por exemplo, têm amígdalas cerebrais menores, menos matéria cinzenta no córtex temporal medial e uma região chamada hipocampo menor. Todas áreas ligadas ao circuito de empatia. Isso confirma uma relação já sabida na prática de terapeutas. “[Há mais chance de crueldade em] famílias onde há abusos físicos ou psicológicos, onde a criança não consegue falar das suas dificuldades”, diz o psiquiatra Leandro Thadeu Reveles, da clínica Medicina do Comportamento, em São Paulo.
REMÉDIO? 
Mas se são falhas do cérebro que permitem que a maldade apareça, dá para encontrá-las antes que alguém faça uma besteira? Embora não sejam 100% precisos, os testes de Simon Baron-Cohen já identificam pessoas com empatia abaixo do normal. Usá-los no estilo do filme Minority Report, em que os futuros criminosos eram identificados e presos antes de cometerem crimes, ou em entrevistas de emprego, porém, esbarra em questões éticas. A maior é que empatia baixa não significa necessariamente que alguém vá cometer uma crueldade. “Mas deve ser desejável que enfermeiras e babás possuam alto nível de empatia. Pode se tornar parte de um processo de recrutamento.”

Outra opção que se abre, não menos polêmica, é “consertar” os circuitos cerebrais que não funcionam. Estudos mostram que inalar um hormônio chamado oxitocina pode fazer com que as pessoas aumentem o nível de empatia por algumas horas, agindo de forma mais altruísta. “Acho que no futuro iremos além. Mudaremos a pessoa, sua motivação, sua capacidade de responder de modo moral, aumentando a empatia e diminuindo a agressão”, prevê o médico Guy Kahane, especialista do centro de Neuroética da Universidade de Oxford. Kahane, no entanto, faz questão de ressaltar que as chances de melhorias, por enquanto, são pequenas.

O antidepressivo Citalopram é outra droga que tem ganhado notoriedade por aumentar a empatia. A substância faz com que as pessoas fiquem mais reticentes em agredir e ajam de forma mais altruísta. “Tenho visto mais drogas [com resultados ainda não publicados] capazes de mudar o modo como as pessoas se comportam com outras, mas seria errado dizer que estamos perto de curar o mal”, diz Kahane. Se chegarmos lá, usar o remédio pode ser uma decisão difícil. O médico e filósofo Tom Douglas, co-autor de Enhancing Human Capacities (Aumentando as Capacidades Humanas, sem edição em português), lembra que nosso terrível histórico de lobotomias e implantes cerebrais contra gays nos obriga a pensar bem antes de forçar presos a tomar drogas. “Há também o risco de substâncias serem usadas na contra-mão, para que as pessoas ajam de forma amoral. Um empresário com excesso de escrúpulos poderia tomar uma droga que suprimisse sua consciência”, diz Douglas, que estuda ética médica em Oxford. Kahane sublinha a questão polêmica de se mudar a personalidade de alguém, mas prevê formas aceitáveis de uso das drogas. “Se alterarmos o cérebro de alguém contra sua vontade, muitos pensam que mudaríamos a personalidade. Mas os prisioneiros poderiam reduzir sentenças por concordarem com o tratamento”, diz. A esperança mais forte, por enquanto, é usar as drogas junto com terapias, abreviando o tempo total de tratamento.
MAL SOCIAL 
A abordagem farmacológica é bastante contestada por outro grupo de especialistas que estuda a questão, os psicólogos sociais. Para eles, o mais importante não está dentro do organismo. “A situação é que exerce a maior influência nos casos de crueldade”, diz Philip Zimbardo, Ph.D. em psicologia e professor emérito da Universidade de Stanford. O ex-presidente da Associação Americana de Psicologia desenvolveu essa tese a partir de um dos experimentos mais polêmicos da área. Em 1971, ele simulou as condições de um presídio num porão da Universidade de Stanford e pegou 24 estudantes voluntários (sem nenhum indicativo de empatia baixa) dividindo-os aleatoriamente entre guardas e presos. Aos carcereiros, não foi dada nenhuma instrução. Eles estavam livres para fazer o que fosse necessário para manter a ordem. O estudo, programado para durar 2 semanas, terminou depois de 6 dias, com prisioneiros com depressão e descontrole emocional após serem vítimas do sadismo dos guardas. Os presos foram obrigados a ficar nus, eram acordados com apitos no meio da madrugada, tiveram camas destruídas e foram privados de banheiro, fazendo as necessidades em baldes.

Zimbardo mostrou com isso como cada um de nós (e não apenas os que têm problema de empatia baixa) pode ser levado a cometer atrocidades. Outro experimento clássico da área foi conduzido pelo falecido psicólogo Stanley Milgram em 1963. O pesquisador pediu a voluntários que bancassem o professor e ensinassem a outro estudante (na verdade um ator disfarçado) as respostas certas das questões por meio de pequenos choques, que deveriam aumentar a cada erro. Essa simples sugestão bastou para que 65% das pessoas chegassem a aplicar o nível máximo de eletricidade, mesmo vendo o ator estrebuchar até parecer estar, no fim, desacordado. “O experimento mostra como o ambiente pode levar as pessoas a serem cruéis. Não é uma questão de ser bom ou mau, é a situação”, diz o psicólogo inglês Jerry Burger, que replicou o estudo, obtendo os mesmos resultados, em 2008.
DESUMANOS 
Assim como o inglês, dezenas de outros cientistas revelaram, com experiências do tipo, fatores que tendem a produzir o desligamento da empatia. “Estar em uma situação nova sem saber como agir; a crueldade parecer apenas um pouquinho mais do que o que é praticado em volta; a responsabilidade nunca parecer inteiramente sua; pouco tempo para pensar [nas consequências]”, lista Burger. Outras circunstâncias como sentimento de pertencer a um grupo, ordens pouco específicas e estresse também colaboram para o aparecimento de maldade. Todos esses fatores e outros estavam presentes, por exemplo, durante a tortura cometida por soldados americanos contra iraquianos na prisão de Abu Ghraib em 2004, sugere a pesquisadora americana Susan Fiske em artigo na revista Science. Para ela, não apenas os torturadores, mas os comandantes que permitiram que a situação propícia para a maldade fosse criada, deveriam ser responsabilizados. O problema em Abu Ghraib, diz, não era déficit de empatia: a maioria das pessoas poderia ser levada a cometer as mesmas crueldades.

Fiske, Ph.D. em psicologia pela Universidade de Princeton, é uma das primeiras a ver em scanners cerebrais marcas das influências situacionais. Desde o fim da Segunda Guerra, filósofos e sociólogos afirmam que os absurdos praticados durante o Holocausto só foram possíveis porque os agressores viam nas suas vítimas apenas animais repugnantes ou objetos. “As pessoas naturalmente inibem a violência contra outros que categorizam como seres humanos. Então, é preciso que a outra pessoa seja ‘desumanizada’ dentro da cabeça para que isso ocorra”, explica Fiske. Seus estudos, desde 2006, traçam o caminho disso no cérebro. Num dos mais impressionantes, fotografias de pessoas foram mostradas a voluntários, enquanto os cérebros dos observadores eram analisados com scanners. Quando os voluntários viram indivíduos de baixo status social, como mendigos, viciados em drogas ou até imigrantes, ativaram padrões cerebrais relacionados à visão de objetos e não aqueles ativados ao vermos seres humanos. Ou seja, nesse caso, a empatia não funcionaria para prevenir uma agressão.

Para a psicóloga, isso explica o que acontece dentro da cabeça de pessoas que agridem mendigos ou que se deixam levar por um preconceito estimulado pelo Estado para praticar torturas e genocídios. Os discursos e a opinião do grupo dominante podem ser influências importantes nesse caso. “Ninguém está retirando a culpa dos praticantes de atrocidades. Estamos mostrando que não é uma simples questão de ser mau. O ambiente modifica a forma como as pessoas percebem as outras”, diz Fiske.
TRATAMENTO 
Do ponto de vista da psicologia social, portanto, o importante é tratar a sociedade. “Quando você cresce no meio da pobreza, não adianta dar uma pílula contra maldade. Tudo ao redor está forçando os jovens a fazer coisas más”, argumenta Zimbardo. Mas o que fazer, então? Além de reduzir a desigualdade, há outros meios de agir. Fiske, por exemplo, conta com uma equipe de especialistas que monitora grupos percebidos como “desumanizados” (e que, portanto, podem sofrer crueldades) por cidadãos em 20 países — o Brasil não participa da pesquisa. Por meio de avaliações, ela identifica estratos sociais que estão se tornando vítimas de preconceito, o que pode ser útil em ações de prevenção. Já Zimbardo acha que o caminho é ensinar as pessoas com empatia alta a se transformarem em líderes para influenciar a situação fazendo outros se voltarem contra a crueldade. Ele está criando uma rede educacional com esse objetivo, chamada Heroic Imagination Project.

Novas técnicas de terapia também tentam atacar o problema. Resultados positivos de diminuição de agressividade e melhoria de empatia foram conseguidos pelo psicanalista húngaro Peter Fonagy, Ph.D. pelo University College de Londres. “Parece haver um mecanismo que desliga a vontade de ser violento quando percebemos a mente de outra pessoa. É mais fácil matar com uma arma à distância do que com uma faca”, pondera o criador do Mentalization, psicoterapia que envolve exercícios de imaginação. “Ajudamos o indivíduo a pensar em estados mentais dos outros mesmo quando está extremamente nervoso.”

Caminho semelhante é traçado pelo Programa para Pessoas com Severos Transtornos de Personalidade (DSPD, na sigla em inglês) do governo britânico. Num projeto piloto, 12 unidades começaram a tratar e vigiar crianças com graves distúrbios de conduta. A intenção é prevenir o surgimento de psicopatas, o que é bastante contestado entre especialistas. “São pesquisados também marcadores [genes ou substâncias] que indicam predisposição para a maldade. Mas seria ético abordar a pessoa antes de se tornar criminoso?”, pergunta Guy Kahane.

O principal braço do programa DSPD tenta provar que alterar a baixa empatia em criminosos é factível. Presos com psicopatia ou transtorno borderline são separados e tratados em 4 centros psiquiátricos de segurança máxima com drogas e psicoterapia intensiva. Após serem soltos, médicos avaliam seu estado mental e seu perigo para a sociedade periodicamente. De acordo com Hilda Morana, essa separação é positiva. “Em qualquer lugar, 20% dos presos são psicopatas e o restante é bandido comum. Se os dois estiverem juntos, é mais difícil de o bandido comum ser recuperado.”

O DSPD, no entanto, é questionado por ser extremamente caro. Relatórios mostram que o programa consumiu o equivalente a quase meio bilhão de reais em 10 anos para apenas 240 sociopatas em tratamento. E isso sem comprovação de eficácia. “Pesquisas foram feitas, mas não há evidências fortes da efetividade. Seria preciso deixar metade sem tratamento e ver quem comete mais crimes após ser solto, o que traz um problema ético”, diz Roger Bowles, consultor ligado ao Ministério da Justiça britânico.

Mesmo com todas as críticas, especialistas da área apontam a ideia do sistema como um exemplo do que deve ser buscado na luta contra a crueldade: tratar em vez de apenas punir. As novas pesquisas já começam a ser usadas para questionar decisões judiciais. Zimbardo, por exemplo, testemunhou a favor dos torturadores de Abu Ghraib, embasando o argumento pela redução de pena, já que o ambiente ao qual os soldados foram submetidos teve influência decisiva para as atrocidades. Mas a ideia de que não se deve responsabilizar uma pessoa pelas suas ações más apenas começa a ser discutida. Polêmicas como “devemos intervir em pessoas predispostas à crueldade?” ou “é ético obrigar prisioneiros a tomar remédios que possam mudar a personalidade?” estão no início.

Por enquanto, nenhuma das terapias surgidas da compreensão dos mecanismos da maldade chega a ser uma resposta definitiva. No entanto, de acordo com Baron-Cohen, é preciso uma mudança de mentalidade para que formas mais eficazes sejam descobertas. “Nós podemos nos fiar à antiga ideia de que os criminosos precisam simplesmente ser punidos, ou tentar entender como isso aconteceu e tratar essas deficiências com um approach mais científico”, afirma o cientista, que teria motivos para preferir a primeira opção. Judeu, Baron-Cohen cresceu ouvindo histórias sobre as atrocidades que seus parentes e os amigos de seus pais sofreram, mas não se refere a nazistas como sádicos que optaram pela crueldade. Ele os considera doentes. “É hora de encarar a questão de uma forma mais lúcida.”

Democracia

Democracia é palavra de origem grega que significa do povo. Em essência, é o regime de governo que se caracteriza pela liberdade do ato eleitoral, pela divisão dos poderes e pelo controle da autoridade.

Quando se fala em democracia, de um modo geral, diz-se que o vocábulo está desgastado, que verdadeiramente não existe a democracia.

Talvez tudo dependa de como entendamos a questão.

Recordamo-nos de que, quando estourou a Guerra da Coréia, a negra americana Mary Jane Mac Leod Bethune era um vulto venerando no Mundo. Conselheira da Unesco e da Onu para assuntos raciais.

Certa vez, ela estava atravessando o corredor, exclusivo para negros, no aeroporto de uma cidade do sul dos Estados Unidos.

Um rapaz branco saltou a cerca, a abraçou fortemente e, entre lágrimas, a chamou de mãe.

O colega que com ele estava o repreendeu, dizendo: Você está louco? Não percebe como agiu de forma ridícula? Saltar a cerca e ir abraçar uma negra!

O jovem, ainda emocionado pelo próprio gesto, explicou: É por causa desta negra que eu vou dar a minha vida na Coréia.

Quando fui convocado para a guerra, em um país que jamais eu havia ouvido mencionar o nome, fui até meu professor de geografia e perguntei: "Onde é mesmo que fica essa Coréia?"

Ele me mostrou no mapa uma região miserável, perdida, que eu não sei quem está lá.

E eu vou prá lá, porque me disseram que vou salvar a democracia, que aprendi com esta negra, que ama todos os homens, sem perguntar o nome, a cor, a raça ou a crença.

Como se percebe, há muitas formas de entender a democracia. Para o jovem americano, a caminho da guerra, significava amor, igualdade, defesa dos direitos.

Ele partia para lutar pelo que acreditava ser o melhor.

A democracia, portanto, é construída por todos e cada um. Quando respeitamos o direito alheio, quando agimos com honestidade e nobreza, estamos exercendo o direito democrático.

Estamos afirmando, através de gestos e atos, que cremos no regime do povo pelo povo, para o povo.

E o povo somos todos nós. Pobres, ricos, intelectuais, iletrados, negros, brancos, amarelos.

Quando começarmos a olhar para o que segue ao nosso lado no ônibus, na rua, no trabalho, na escola como nosso irmão, espírito em lutas como nós mesmos, estaremos iniciando a dedilhar a cartilha da verdadeira democracia.

Então, o forte será escudo do mais fraco, o poderoso amparará o frágil e todos, irmanados, seguiremos pelas vias do progresso, de mãos dadas, a passo certo e seguro.

* * *

Quem ama o seu irmão, toma-lhe a cruz em que ele se encontra de braços estendidos e transforma as traves em caminhos luminosos para a liberdade.

O amor fraternal serve sempre, ama, perdoa. Onde se encontre, semeia clima de otimismo.
 

Autor:
Redação do Momento Espírita, com base em texto recebido de Walmir Cardoso da Silva. 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Dianética.

Por: Alain Rosch.

Nós Auditores em Dianética que são poucos no Brasil,estamos fazendo o possivel para desseminar a Dianética,Varias pessoas como eu,tem feito um excelente trabalho com relação a tudo que diz respeito a Dianética,Eu e mais profissionais nesta Ciência moderna que tem revolucionado com sucesso absoluto em mais de 170 Países,entrando no Brasil,temos feito tudo que é necessário para divulgar,Eu em particular tenho dado várias palestras sobre o assunto, colocado o Material necessário para maior divulgação,e respondido inúmeras perguntas na internet sobre como funciona a Dianética,tenho tido muito sucesso,as pessoas tem entendido de forma consciente,que esta Ciência moderna pode resolver inúmeros casos que os outros métodos,tem tido dificuldades e não tem resolvido os casos de maneira natural e definitiva.Considerando isso como um dado estável,já que não há nenhuma atividade na qual voçê possa pensar que não encaixe neste conceito,então de onde vem as coisas que atrapalham a sobrevivência,tais como doênças psicossomáticas(depressão,síndrome do pânico,medos,fobias,inseguranças,pensamentos, indesejáveis,ansiedade crônica,compulsões,repressões e comportamentos irracionais.Para resolver isso basta que um Auditor(terapeuta)treinado nesta técnica,confronte com voçê e coloque em contato com os incidentes que contém dor na sua mente e faça com que voçê os experimente várias vezes até que sua carga de dor apague para sempre de forma natural(sem remêdios)e de maneira definitiva e então voçê estará livre,isso nunca mais vai te incomodar.

Qual a diferença entre a Dianética e os métodos anteriores?

A DIANÉTICA FUNCIONA.

Tudo que se pode conseguir com comprimidos ou ingestão de Alcool é somente anestesiar o cérebro por um tempo.Eventualmente a condição irá se agravar e a dose terá que ser aumentada.Mascarar o problema não é o mesmo que RESOLVË-LO.

Inúmeras pessoas que passaram em meu consultório,com vários sintomas apresentados,foram resolvidos todos com sucesso,basta, te dar a oportunidade de conhecer esta Ciência Moderna,que está revolucionando o Mundo e com sucesso.Auditor(terapeuta)especializado em doênças psicossomáticas.Formado e treinado na Europa.Atuei na Europa e atualmente no Brasil atendendo em São Paulo e Sorocaba.

Contatos:alainhosch@hotmail.com e alainhosch@yahoo.com.br

(011)9715-6142 e (011)9478-5812 - Alain Hosch.

Humor

Aí a briga começou..........
Minha esposa sentou-se no sofá junto a mim, enquanto eu passava pelos canais.
Ela perguntou: - O que tem na TV?
Eu disse: - Poeira. 

Aí a briga começou...
 
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Minha esposa estava dando dicas sobre o que ela queria para seu aniversário 
que estava próximo.
Ela disse: - Quero algo que vá de 0 a 100 em cerca de 3 segundos. 
Eu comprei uma balança para ela.

Aí a briga começou...

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Quando cheguei em casa ontem à noite, minha esposa exigiu que a levasse a 
algum lugar caro.
Então eu a levei ao posto de gasolina.

Aí a briga começou...

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Depois de aposentar-me, fui até o INSS para poder receber meu benefício. 
A mulher que me atendeu solicitou minha identidade para verificar minha idade. 
Chequei meus bolsos e percebi que a tinha deixado em casa.
Disse à mulher que lamentava, mas teria que ir até minha casa e voltar depois. 
A mulher disse: - Desabotoe sua camisa.
Então, desabotoei minha camisa deixando exposto meus cabelos crespos prateados. 
Ela disse: - Este cabelo prateado no seu peito é prova suficiente para mim. E processou meu benefício.
Quando cheguei em casa, contei entusiasmado o que ocorrera para minha esposa.
Ela disse: - 
Por que você não abaixou as calças? Você poderia ter conseguido auxilio-invalidez também...

Aí a briga começou...

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Minha mulher estava nua, se olhando no espelho do quarto de dormir. 
Ela não está feliz com o que vê e diz: 
- Sinto-me horrível; pareço velha, gorda e feia. Eu realmente preciso de um elogio seu.
Eu disse: 
Sua visão está ótima!

Aí a briga começou...

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Eu levei minha esposa ao restaurante. 
O garçom, por algum motivo, anotou meu pedido primeiro. 
- Eu vou querer churrasco, mal-passado, por favor.
Ele disse: 
- Você não está preocupado com a vaca louca ?
- Não, ela mesma pode fazer seu pedido. 

Aí a briga começou...
 
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Voltei do médico após uma consulta e minha esposa toda preocupada, pergunta-me:
- E então, o que o médico lhe disse?
De pronto, eu respondi:
- A partir de hoje, não faremos mais amor, estou proibido de comer qualquer coisa gorda.

Aí a briga começou...
 
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Recebi este e-mail e repassei para minha esposa . . . .




Aí a briga começou...
 
!!!!!

Precisamos reduzir ao mínimo os cargos de confiança

Fonte: correiodobrasil.com.br


1/8/2011 13:29, 


“Cargos de confiança têm que ser ocupados por funcionários de carreira. Fora daí, tem que ser
 exceção e não regra.” Este foi um dos pontos que defendi em entrevista coletiva concedida no seminário que o PT promoveu no fim de semana, em São Paulo. Lembrei que “no nosso governo 2/3 dos cargos de confiança são ocupados por funcionários de carreira e 1/3 por indicações técnicas, mas evidentemente políticas. É lógico. Como é que você vai ter um ministro que não é de partido? Vai nomear um ministro apenas técnico?”.
“Nós mudamos isso no Brasil – destaquei – e não é verdade que nomeamos para 22 mil cargos.  2/3 (dos que nomeamos)  são funcionários de carreira e 1/3 nomeados (de fora), o que é normal numa democracia. Fizemos as indicações dos ministros e de alguns mais proximos – o ministro precisa de um entorno. No mundo todo é assim. Nos Estados Unidos, na Alemanha, em outros países. Isso faz parte.”
Aos que continuam a levantar as acusações de aparelhamento da máquina pública, lembrei que “o governo da presidenta nomeia a partir de criterios. Não basta só ser filiado a um partido. Os partidos tem participação definida pelos ministérios. Não se pode querer que os partidos não participem do governo. O que não pode é partidarizar a gestão pública e a burocracia.
“Os partidos existem – destaquei – são constituidos pela sociedade. Está na Constituição, eles elegem e participam dos governos. Agora, participar do governo não significa lotear, e nem indicar quem não tenha qualificação técnica, profissional. Não siginifica que  vá fazer fisiologismo e muito menos corrupção. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.É falsa essa idéia, porque os técnicos também tem filiação partidária. 50% da população tem opção político-partidária – não é filiação, tem opção.”
“A  partir do 2º e 3º escalões – prossegui – eu defendo o mínimo possivel de cargos nomeados.O problema não é ser do partido (do governo ou não) é se tem qualificação técnica-profissional e se exerce bem o cargo. E o governo tem um programa. Foi o Lula que reintroduziu planos de carreira no funcionalismo. O Brasil estava sendo desmantelado e fomos nós que retomamos a profissionalização do serviço publico brasileiro.”

Ainda o fundamentalismo


O teólogo e escritor Leonardo Boff, autor de “Virtudes para um outro mundo possivel” 3 vol. Vozes 2008-2009, aborda no artigo da semana o fenômeno do terrorismo, a partir da tragédia executada pelo extremista norueguês.
Por Leonardo Boff
Sexta-feira, 29 de julho de 2011

O ato terrorista perpetrado na Noruega de forma calculada por um solitário extremista norueguês de 32 anos, trouxe novamente à baila a questão do fundamentalismo. Os governos ocidentais e a mídia induziram a opinião pública mundial a associar o fundamentalismo e o terrorismo quase que exclusivamente a setores radicais do Islamismo. Barack Obama dos USA e David Cameron do Reino Unido se apressaram em solidarizar-se com governo da Noruega e reforçaram a idéia de dar batalha mortal ao terrorismo, no pressuposto de que seria um ato da Al Qaeda. Preconceito. Desta vez era um nativo, branco, de olhos azuis, com nivel superior e cristão, embora o The New York Times o apresente “sem qualidades e fácil de se esquecer”.

Além de rejeitar decididamente o terrorismo e o fundamentalismo devemos procurar entender o porquê deste fenômeno. Já abordei algumas vezes nesta coluna tal tema que resultou num livro “Fundamentalismo, Terrorismo, Religião e Paz: desafio do século XXI”(Vozes 2009). Ai refiro, entre outras causas, o tipo de globalização que predominou desde o seu início, uma globalização fundamentalmente da economia, dos mercados e das finanças. Edgar Morin a chama de “a idade de ferro da globalização”. Não se seguiu, como a realidade pedia, uma globalização política (uma governança global dos povos), uma globalização ética e educacional. Explico-me: com a globalização inauguramos uma fase nova da história do Planeta vivo e da própria humanidade. Estamos deixando para trás os limites restritos das culturas regionais com suas identidades e a figura do estado-nação para entrarmos cada vez mais no processo de uma história coletiva, da espécie humana, com um destino comum, ligado ao destino da vida e, de certa forma, da própria Terra. Os povos se puseram em movimento, as comunicações universalisaram os contactos e multidões, por distintas razões, começam a circular pelo mundo afora.

A transição do local para o global não foi preparada, pois o que vigorava era o confronto entre duas formas de organizar a sociedade: o socialismo estatal da União Soviética e o capitalismo liberal do Ocidente. Todos deviam alinhar-se a uma destas alternativas. Com o desmonte da União Soviética, não surgiu um mundo multipolar mas o predomínio dos EUA como a maior potência econômico-militar que começou a exercer um poder imperial, fazendo que todos se alinhassem a seus interesses globais. Mais que globalização em sentido amplo, ocorreu uma espécie de ocidentalização mundo e, em sua forma pejorativa,uma hamburguerização. Funcionou como um rolo compressor, passando por cima de respeitáveis tradições culturais. Isso foi agravado pela típica arrogância do Ocidente de se sentir portador da melhor cultura, da melhor ciência, da melhor religião, da melhor forma de produzir e de governar.

Essa uniformização global gerou forte resistência, amargura e raiva em muitos povos. Assistiam a erosão de sua identidade e de seus costumes. Em situações assim surgem, normalmente, forças identitárias que se aliam a setores conservadores das religiões, guardiães naturais das tradições. Dai se origina o fundamentalismo que se caracteriza por conferir valor absoluto ao seu ponto de vista. Quem afirma de forma absoluta sua identidade, está condenado a ser intolerante para com os diferentes, a desprezá-los e, no limite, a eliminá-los.

Este fenômeno é recorrente em todo o mundo. No Ocidente grupos significativos de viés conservador se sentem ameaçados em sua identidade pela penetração de culturas não-européias, especialmente do Islamismo. Rejeitam o multiculturalismo e cultivam a xenofobia. O terrorista norueguês estava convencido de que a luta democrática contra a ameaça de estrangeiros na Europa estava perdida. Partiu então para uma solução desesperada: colocar um gesto simbólico de eliminação de “traidores” multiculturalistas.

A resposta do Governo e do povo norueguês foi sábia: responderam com flores e com a afirmação de mais democracia, vale dizer, mais convivência com as diferenças, mais tolerância, mais hospitalidade e mais solidariedade. Esse é o caminho que garante uma globalização humana, na qual será mais difícil a repetição de semelhantes tragédias.


Leonardo Boff é autor.
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