terça-feira, 26 de julho de 2011

Discrepâncias e valores sociais...

TOM CRUISE
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O ator é do tipo que gosta de voar mais alto que todo o resto do mundo. Seu jatinho Gulfstream IV, que custa R$ 82 milhões, chega a 45 mil pés, 10 mil pés a mais que os aviões comerciais. Entre as mordomias da aeronave, que comporta até 20 passageiros, estão confortáveis poltronas de couro e ar condicionado atualizado a cada dois minutos. O custo de uma hora de voo em um avião desses chega a custar cerca de R$ 10 mil .

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JOHN TRAVOLTA
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O astro é piloto de seus próprios aviões. Além do Boeing 707, aeronave com a qual desembarcou no Brasil em junho, Travolta também possui um jatinho da mesma linha que o de Tom Cruise, mas em uma versão mais barata, o Gulfstream. Para praticar seu hobby, o famoso piloto tem a maior pista residencial do mundo, com 2,3 quilômetros asfaltados. Ah, sim, e estaciona seus brinquedinhos na garagem de casa...
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OPRAH WINFREY
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A apresentadora mais bem paga da TV prefere luxo à velocidade. Com um modelo mais 'lento', Oprah costuma viajar a bordo do Bombardier Global Express XRS, jatinho que comporta 13 pessoas e possui sala de reuniões, sala de descanso, banheiro revestido de mármore e poltronas que viram camas de casais. O custo dessa sofisticação é de cerca de R$ 137 milhões!
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ROBERTO CARLOS
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O cantor trocou recentemente o mais modesto Learjet, apelidado de AeroRei e que custou cerca de R$ 9 milhões, pelo Gulfstream V. A nova aeronave que faz viagens intercontinentais, é avaliada em R$ 50 milhões e transporta até 20 pessoas...
Divulgação

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LUCIANO HUCK
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O modelo Premier 1, da Raytheon, fez a cabeça do apresentador, que desembolsou mais de R$ 10 milhões por ele. Bem menor que os jatos das celebridades hollywoodianas, o Premier 1 comporta quatro passageiros, além de dois tripulantes.
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IVETE SANGALO
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Uma das rainhas dos ares, Ivete Sangalo já deu até declarações do seu amor pelo jatinho Citation SII, que custou mais de R$ 4 milhões. Além de poltronas bem largas, ele também possui uma cama para a cantora descansar durante as viagens entre um show e outro. Mãe zelosa, Ivete hoje diz ser indispensável ter um jatinho, já que não dorme longe do filho Marcelo, de 11 meses.

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CLAUDIA LEITTE
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Claudia Leitte é outra cantora que investiu em um jatinho particular para cumprir sua agenda de shows nos quatro cantos do Brasil. Com capacidade para quadro pessoas e decoração em madeira, o Phenom 100 virou a segunda casa de Claudia.
O mimo custou R$ 5 milhões para a cantora, que cobra em média, R $ 400 mil para fazer um show.
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RUBINHO BARICHELLO
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O piloto de F1 tem um Legacy 600 todo customizado de R$ 38 milhões. Na cauda, o logotipo estilizado das letras RB identifica a aeronave que pode acomodar até 16 pessoas. Sala de visita, de jantar e de reuniões são alguns dos ambientes do jatinho.
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ABÍLIO DINIZ
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Assim como o presidente Hugo Chávez e do príncipe Andrew está o empresário Abilio Diniz, presidente do grupo Pão de Açúcar, que também possui um Falcon 900B. Feita para voar longas distâncias, a aeronave faz São Paulo – Paris sem escalas, e custa R$ 43 milhões. Todo equipado com o melhor da tecnologia e do conforto, o avião é um verdadeiro escritório no céu, no qual o empresário faz suas reuniões.
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EDIR MACEDO
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Para ficar mais perto ainda de Deus - e ir e vir dos Estados Unidos, onde mora -,
o bispo e dono da Rede Record voa no modelo Global Express, que custa R$ 77 milhões.
Numa aeronave como essa há um toalete para tripulantes e outro para passageiros, tv por assinatura, internet, telefone por satélite, fax, forno de microondas, refrigerador para bebidas, CD player e DVD player, miniducha para banhos rápidos, guarda-roupas compacto, e tudo para acomodar com conforto até 20 passageiros.
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E o povo ?Dane-se! Quem mandou ter nascido pobre ou estudado?Descrição: <a href=


Descrição: Kassab_transporte_sul
 SAÚDE & PAZ

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Dinheiro e valores

O dinheiro é, sem contestação, um fator importante em nossas vidas. Resolve muitas situações, porém, nem sempre permite comprar aquilo que, em determinadas situações, constitui nossa maior necessidade.

Podemos comprar uma casa confortável, por exemplo, mas não um lar ditoso.

Podemos comprar livros excelentes, mas não o conhecimento.

Adquirir os medicamentos mais eficientes, mas não podemos comprar a saúde.

Compramos um lugar de destaque entre os homens, mas não o verdadeiro afeto.

Com o dinheiro podemos pagar diversões sofisticadas, mas não compramos a felicidade real.

Podemos contratar advogados de renome, mas se somos culpados, não compraremos a isenção de culpa.

Com o dinheiro podemos subjugar pessoas, mas não compramos o respeito e a admiração.

O dinheiro pode pagar os melhores colégios, mas não nos isenta da educação informal.

Podemos comprar cama confortável e lençóis de luxo, mas não logramos comprar o sono.

Compramos alimentação requintada, mas o apetite não está à venda.

Enfim, podemos adquirir um lugar de destaque em cemitério luxuoso, nas não a paz de consciência no além túmulo.

Como podemos perceber o dinheiro é necessário, mas tem valor relativo e transitório.

Qual é o valor real do dinheiro? Não se sabe, porque em cada país ele tem um valor diferente.

Pensando assim, o bom senso nos diz que não devemos investir o tempo somente para fazer dinheiro, sob risco de ficarmos de mãos vazias nas horas mais difíceis.

Vale a pena investirmos um pouco do nosso tempo na conquista de valores imperecíveis que, no dizer de Jesus, nem a traça come, nem a ferrugem corrói.

E diríamos mais: nenhuma medida econômica desvaloriza.

Esses valores são a nossa cota de participação efetiva na construção de um lar harmonioso.

A leitura nobre e instrutiva que nos garanta a liberdade intelectual.

A aquisição da honestidade e da fidelidade que nos permitam conquistar afetos verdadeiros.

O desenvolvimento de uma moral adequada que nos garanta, ao mesmo tempo, saúde física e paz de consciência.

Enfim, uma vivência digna que nos possibilite a entrada no outro Plano da Vida como homens de bem, e não como mendigos morais.

***

O homem vale pela sua expressão de sentimento e de consciência. E é dentro desses valores profundos que precisamos viver, para o cumprimento das finalidades mais elevadas e mais puras.
 

Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em algumas frases de autoria ignorada. 

quinta-feira, 21 de julho de 2011

CHIQUE MESMO É CRER EM DEUS!!

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.
A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda.
Elegância é uma delas. Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.
O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.
Chique mesmo é quem não procura chamar atenção com risadas muito altas ou decotes imensos, nem precisa contar
vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.
Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.
É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador. É lembrar-se do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.
É "desligar o radar", "o telefone", quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!
Chique do chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico... quando se pretende corrigir o caráter:
não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão, intolerância, ateísmo...
falsidade.
Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de lembrar sempre de quão breve é a vida e de que,
ao final e ao cabo, vamos todos terminar da mesma maneira: mortos, sem levar nada material deste mundo.
Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se
encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.
Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!
Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em Deus!
Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas Amor e Fé nos tornam humanos!

Por : GLÓRIA KALLIL

Tigela de madeira.




Tigela de Madeira





Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade.
As mãos do velho eram tremulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes.
A família comia reunida a mesa. Mas as mãos tremulam e as visões falhas do avô o atrapalhavam na hora de comer.
Ervilhas rolavam de sua colher e caiam no chão.
Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa.
O filho e a nora irritaram-se com a bagunça.
-“Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai”, disse o filho.
-”Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão.”
Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha.
Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação.
Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira.
Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lagrimas em seus olhos.
Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair no chão.
O menino de 4 anos de idade assistia tudo em silêncio.
Uma noite, antes de jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira. 
Ele perguntou delicadamente a criança:
-“O que você esta fazendo?”
O menino respondeu docemente:
-“Oh, estou fazendo uma tigela de madeira para você e a mamãe comerem, quando eu crescer.”
O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho.
Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos.
Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos.
Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito.
Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família.
Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família.
E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam quando um garfo caia, leite era derramado ou a toalha da mesa era sujava.
Pense nisto...
Às vezes as pessoas esqueceram do que você disse, do que você fez, mas nunca da forma que as tratou...
Pense nisto...

Blog do Zé Dirceu: Alguns blogs conquistaram mais leitores que os jornais

Li o artigo de Izabela Vasconcelos no portal Comunique-se . Por ele, fui informado de que alguns blogs neste país já ostentam uma penetração maior que muitos jornalões brasileiros. Os jornalistas Juca Kfouri (UOL), Patrícia Kogut, Fernando Moreira, Ricardo Noblat (de O Globo) e Marcelo Tas (do portal Terra) são citados como exemplos de blogueiros que, em sua maioria, alcançaram uma leitura diária equivalente ou superior à circulação dos dez maiores jornais brasileiros – de tiragens entre 125 mil e 295 mil exemplares diários.

Izabela informa que Patrícia Kogut, que escreve sobre cultura e televisão, já é lida por  cinco milhões de leitores por mês mensalmente, com 14 milhões de páginas visualizadas. Juca Kfouri recebe três milhões de visitantes únicos por mês, ou quase cinco milhões de visualizações de página. Ricardo Noblat, por sua vez, conseguiu que seu blog de política tenha 257 mil visitantes únicos por mês.

O artigo faz questão afirmar que blogs e jornais/portais não seriam rivais na disputa do leitor, uma vez que os donos de grandes veículos mantêm as páginas líderes de audiência hospedadas em seus sites, como é o caso do UOL/Folha, O Globo e Terra.

Blogueiros independentes
Mas, quero discordar da tese. A grande novidade da blogosfera são, exatamente, os blogueiros independentes, aqueles que estão à margem dos jornalões, que não têm rabo preso com ninguém, a não ser com a própria consciência. Mês passado conheci dezenas deles que, assim como eu, usam a Internet para veicular opiniões e debater visões de mundo negligenciadas pela mídia, ou a ela contrárias. Esse universo de autores ousou, inclusive, discutir, em Brasília, durante II Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, o papel político da mídia tradicional.

Naquela ocasião, durante três dias, blogueiros, militantes de movimentos sociais e representantes do poder público debateram os caminhos e desafios da Internet. E a fantástica experiência de, a despeito da velha imprensa, ser um autor independente na Internet, com uma relação direta com milhares de leitores, sem qualquer mediação.

Como diz o ex-presidente Lula, o papel da blogosfera é ser uma alternativa para que a sociedade formule e veicule suas próprias ideias. Para ele, este é um espaço em que o cidadão pode exercer o seu direito de ser também um formador de opinião pública.

Aproveito, aqui, para retomar as bandeiras defendidas no II Encontro de Blogueiros Progressistas: a democratização dos meios de comunicação, um novo marco regulatório no setor e a difusão da internet banda larga no país. Na blogosfera, além dos blogueiros independentes, o que há de mais importante é o debate que eles propiciam.

Internet e direito autoral

Aproveito, ainda, para recomendar o artigo de Marcelo Branco, ativista pela liberdade do conhecimento e ex-dirigente da Associação Software Livre, hoje em O Globo. Ele argumenta que, no âmbito da internet, com a mudança de hábitos do público consumidor e com os novos modelos de distribuição de conteúdos autorais – à margem da indústria fabril-, é importante a discussão sobre a reforma do direito autoral.

“A nova lei”, afirma, “deve projetar o futuro e não se espelhar num modelo passado”. Para o autor, “o público não é inimigo dos autores”. E aponta a confusão criada entre os conceitos de “cópias privadas” de conteúdos autorais obtidos por meio da internet e “pirataria”. “Pirataria é o uso e a comercialização de cópias ilegais, para benefício econômico”, define. O direito a uma cópia privada, sem o intuito de lucro, defende Branco, seria uma expressão do princípio da liberdade do uso privado.

Branco também argumenta que, para se coibir o compartilhamento de conteúdos na internet – em nome do direito autoral – é necessário a instituição de uma vigilância generalizada e a quebra de privacidade dos cidadãos. A tese é algo inaceitável no Estado de direito democrático, argumenta. Segundo o ex-dirigente da Associação Software Livre, a revisão da regulação do direito autoral é uma oportunidade importante para se estabelecer um novo equilíbrio entre o direito de autor, a liberdade do uso privado e novas formas de remuneração da cadeia produtiva cultural.
A discussão levantada por Branco é importante e merece ser aprofundada. Vamos acompanhar e participar deste debate.

Testes prometem diagnóstico mais cedo de Alzheimer

CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO

Site: www.folha.uol.com.br
Exames que detectam uma proteína no cérebro ou no sangue e um outro teste que mede a largura de vasos sanguíneos na retina são as novas promessas para o diagnóstico precoce da doença de Alzheimer, que afeta 36 milhões de pessoas no mundo.
Os novos métodos foram discutidos em uma conferência internacional de Alzheimer, que acontece em Paris. Hoje, o diagnóstico da doença se baseia no histórico familiar e em informações do paciente, como avaliação mental e sinais neurológicos.
O teste mais promissor, em processo de aprovação no FDA (agência americana para o controle de alimentos e remédios), consiste em injetar no sangue um contraste que, por meio de tomografia computadorizada, torna visíveis as placas da proteína beta-amiloide, que parecem desencadear a doença.
Autópsias no cérebro de pessoas que morreram de Alzheimer mostram que essas placas, ao se acumular em áreas corticais, destroem os neurônios, levando à degeneração cerebral irreversível.
É O QUE TEM
"Mesmo que a gente ainda não tenha medicamentos para tratar ou retardar o Alzheimer, esse teste será importante, até para excluir os casos que não são Alzheimer. Não é a solução final, mas é o que temos de mais promissor", diz David Schlesinger, neurologista e pesquisador no Instituto do Cérebro do Hospital Albert Einstein.
Um outro teste mede o nível de beta-amiloide no sangue ou no líquido espinhal. Quanto menor a quantidade, maior a chance de desenvolver Alzheimer. Isso porque, na doença, a proteína migra do sangue (ou do líquido espinhal) para o cérebro.
Um terceiro método, em fase inicial de estudos, mede a largura de vasos sanguíneos na retina. Em pessoas com Alzheimer, esses vasos seriam mais largos do que nas pessoas saudáveis.
RESSALVAS
"Ainda serão necessários mais estudos para demonstrar que essas alterações estão relacionadas com o Alzheimer e não com outras doenças que também provocam mudanças no calibre dos vasos da retina", diz o neurologista Eli Faria Evaristo, do Hospital Oswaldo Cruz.
O médico também não é otimista em relação aos outros testes. "Eles mapeiam, mais ou menos, a mesma fase, quando a doença já está em andamento. Estimamos que o processo se inicie muito antes disso."
Para ele, a melhor recomendação ainda é investir em fatores que, comprovadamente, reduzem as chances de desenvolver o mal de Alzheimer: educação, exercícios e controle do diabetes e da hipertensão.
Editoria de arte/folhapress

Mães morrem quando querem.

Texto escrito por: Alexandre Peleggi.
Recebido via e mail de Damiana Carnicelli.
Eu tinha 7 anos quando matei minha mãe pela primeira vez. Eu não a queria junto a mim quando chegasse à escola em meu 1º dia de aula. Eu me achava forte o suficiente para enfrentar os desafios que a nova vida iria me trazer. Poucas semanas depois descobri aliviado que ela ainda estava lá, pronta para me defender não somente daqueles garotos brutamontes que me ameaçavam, como das dificuldades intransponíveis da tabuada.
Quando fiz 14 anos eu a matei novamente. Não a queria me impondo regras ou limites, nem que me impedisse de viver a plenitude dos vôos juvenis. Mas logo no primeiro porre eu felizmente a descobri rediviva – foi quando ela não só me curou da ressaca, como impediu que eu levasse uma vergonhosa surra de meu pai.
Aos 18 anos achei que mataria minha mãe definitivamente, sem chances para ressurreição. Entrara na faculdade, iria morar em república, faria política estudantil, atividades em que a presença materna não cabia em nenhuma hipótese. Ledo engano: quando me descobri confuso sobre qual rumo seguir voltei à casa materna, único espaço possível de guarida e compreensão.
Aos 23 anos me dei conta de que a morte materna era possível, apenas requeria lentidão… Foi quando me casei, finquei bandeira de independência e segui viagem. Mas bastou nascer a primeira filha para descobrir que o bicho “mãe” se transformara num espécime ainda mais vigoroso chamado “avó”. Para quem ainda não viveu a experiência, avó é mãe em dose dupla…
Apesar de tudo continuei acreditando na tese da morte lenta e demorada, e aos poucos fui me sentindo mais distante e autônomo, mesmo que a intervalos regulares ela reaparecesse em minha vida desempenhando papéis importantes e únicos, papéis que somente ela poderia protagonizar… Mas o final dessa história, ao contrário do que eu sempre imaginei, foi ela quem definiu: quando menos esperava, ela decidiu morrer. Assim, sem mais, nem menos, sem pedir licença ou permissão, sem data marcada ou ocasião para despedida.
Ela simplesmente se foi, deixando a lição que mães são para sempre. Ao contrário do que sempre imaginei, são elas que decidem o quanto esta eternidade pode durar em vida, e o quanto fica relegado para o etéreo terreno da saudade…
Escrevi essa crônica em 11 de março de 2008, um dia após a morte de Ignês Pelegi de Abreu, minha mãe. Naquela época eu não tive condições de ler o texto no ar, no que fui socorrido pelo meu amigo Irineu Toledo. Hoje, um ano após sua morte, repito essa crônica em homenagem não só a ela, como a todas as mães que habitam o céu

terça-feira, 19 de julho de 2011

Por que os brasileiros não reagem?


Juan Arias, O Globo
11 de julho de 2011

O fato de que em apenas seis meses de governo a presidente Dilma Rousseff tenha tido que afastar dois ministros importantes, herdados do gabinete de seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva (o da Casa Civil da Presidência, Antonio Palocci – uma espécie de primeiro-ministro – e o dos Transportes, Alfredo Nascimento), ambos caídos sob os escombros da corrupção política, tem feito sociólogos se perguntarem por que neste país, onde a impunidade dos políticos corruptos chegou a criar uma verdadeira cultura de que “todos são ladrões” e que “ninguém vai para a prisão”, não existe o fenômeno, hoje em moda no mundo, do movimento dos indignados.
Será que os brasileiros não sabem reagir à hipocrisia e à falta de ética de muitos dos que os governam? Não lhes importa que tantos políticos que os representam no governo, no Congresso, nos estados ou nos municípios sejam descarados salteadores do erário público?
É o que se perguntam não poucos analistas e blogueiros políticos.
Nem sequer os jovens, trabalhadores ou estudantes, manifestaram até agora a mínima reação ante a corrupção daqueles que os governam.
Curiosamente, a mais irritada diante do saque às arcas do Estado parece ser a presidente Rousseff, que tem mostrado publicamente seu desgosto pelo “descontrole” atual em áreas do seu governo e tirou literalmente – diz-se que a purga ainda não acabou – dois ministros-chave, com o agravante de que eram herdados do seu antecessor, o popular ex-presidente Lula, que teria pedido que os mantivesse no seu governo.
A imprensa brasileira sugere que Rousseff começou – e o preço que terá que pagar será elevado – a se desfazer de uma certa “herança maldita” de hábitos de corrupção que vêm do passado.
E as pessoas das ruas, por que não fazem eco ressuscitando também aqui o movimento dos indignados? Por que não se mobilizam as redes sociais?
O Brasil, que, motivado pela chamada marcha das Diretas Já (uma campanha política levada a cabo durante os anos 1984 e 1985, na qual se reivindicava o direito de eleger o presidente do país pelo voto direto), se lançou nas ruas contra a ditadura militar para pedir eleições, símbolo da democracia, e também o fez para obrigar o ex-presidente Fernando Collor de Mello (1990-1992) a deixar a Presidência da República, por causa das acusações de corrupção que pesavam sobre ele, hoje está mudo ante a corrupção.
As únicas causas capazes de levar às ruas até dois milhões de pessoas são a dos homossexuais, a dos seguidores das igrejas evangélicas na celebração a Jesus e a dos que pedem a liberalização da maconha.
Será que os jovens, especialmente, não têm motivos para exigir um Brasil não só mais rico a cada dia ou, pelo menos, menos pobre, mais desenvolvido, com maior força internacional, mas também um Brasil menos corrupto em suas esferas políticas, mais justo, menos desigual, onde um vereador não ganhe até dez vezes mais que um professor e um deputado cem vezes mais, ou onde um cidadão comum depois de 30 anos de trabalho se aposente com 650 reais (300 euros) e um funcionário público com até 30 mil reais (13 mil euros).
O Brasil será em breve a sexta potência econômica do mundo, mas segue atrás na desigualdade social, na defesa dos direitos humanos, onde a mulher ainda não tem o direito de abortar, o desemprego das pessoas de cor é de até 20%, frente a 6% dos brancos, e a polícia é uma das que mais matam no mundo.
Há quem atribua a apatia dos jovens em ser protagonistas de uma renovação ética no país ao fato de que uma propaganda bem articulada os teria convencido de que o Brasil é hoje invejado por meio mundo, e o é em outros aspectos.
E que a retirada da pobreza de 30 milhões de cidadãos lhes teria feito acreditar que tudo vai bem, sem entender que um cidadão de classe média europeia equivale ainda hoje a um brasileiro rico.
Outros atribuem o fato à tese de que os brasileiros são gente pacífica, pouco dada aos protestos, que gostam de viver felizes com o muito ou o pouco que têm e que trabalham para viver em vez de viver para trabalhar.
Tudo isso também é certo, mas não explica que num mundo globalizado – onde hoje se conhece instantaneamente tudo o que ocorre no planeta, começando pelos movimentos de protesto de milhões de jovens que pedem democracia ou a acusam de estar degenerada – os brasileiros não lutem para que o país, além de enriquecer, seja também mais justo, menos corrupto, mais igualitário e menos violento em todos os níveis.
Este Brasil, com o qual os honestos sonham deixar como herança a seus filhos e que – também é certo – é ainda um país onde sua gente não perdeu o gosto de desfrutar o que possui, seria um lugar ainda melhor se surgisse um movimento de indignados capaz de limpá-lo das escórias de corrupção que abraçam hoje todas as esferas do poder.
Juan Arias é correspondente do El Pais no Brasil
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