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segunda-feira, 25 de março de 2013

Coisa de macumbeiro?




Por Fernanda Moura* 

A intolerância nas religiões de matriz africana ainda é muito forte em nossa sociedade. Embora assegurada pela Constituição Federal vigente em nosso país, a liberdade às crenças e religiões, na prática tudo é bem diferente, os religiosos, principalmente de matriz africana ou afro-brasileiras são vítimas constantes de práticas intolerantes.

Para muitos, tudo que é ligado ao Candomblé é tido como coisa de macumbeiro, devido ao preconceito existente em nossa sociedade, por causa da cor da pele ou da religião. Mesmo o Estado sendo laico, essa é realidade vivida pela maioria das pessoas que participam de manifestações matriz africana.

Situações que reforçam a discriminação em relação à manifestação que foge do padrão branco de nossas elites, apesar de o Brasil ter predominância negra, segundo inclusive o último senso do o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A tradicional manifestação que ocorre, geralmente no dia 08 de dezembro, feriado nacional de Nossa Senhora da Conceição, sincretizada como Iemanjá para os praticantes de candomblé, é uma prova da repressão e o preconceito por parte da prefeitura de Maceió/AL, que delimitou local e horário para a liberdade de se ter fé.

Que os adeptos são discriminados e ofendidos por conta da religiosidade já estamos cansados de saber. Mas houve um tempo em que não se ouvia mais falar sobre ela, onde as casas de axé e todas as manifestações culturais ligados a ela foram silenciadas.

A motivação para tal ato foi disputa política, que resultou no fechamento violento dos terreiros e no dia 02 de fevereiro de 1912. Adeptos do candomblé foram brutalmente espancados, as imagens de culto foram destruídas na calada da noite e uma das importantes babalorixá, chamada Tia Marcelina, foi assassinada na cidade de Maceió/AL.

Ninguém pode ser discriminado em razão de credo religioso. Entendemos como intolerância religiosa a falta de vontade ou habilidade em respeitar as diferenças. Essa atitude ofende a dignidade da pessoa humana. Olhe que estamos falando de um País miscigenado, onde todos temos um pouco de negro, de branco, de mulato, de índio, e onde atitudes preconceituosas deveriam ter deixados de existir há muito tempo.

Se a intolerância religiosa não for combatida em nossa sociedade, corremos o risco de, na prática, não existir Estado laico. Aceitar uma convivência respeitosa e tolerante não significa passar a professar ou compartilhar a crença em questão, mas garantir o espaço necessário para que aqueles que o quiserem o façam e sintam-se confortáveis, respeitados nesta escolha.

*É estudante de Jornalismo

FONTE:
 Blog do Cadu

quarta-feira, 20 de março de 2013

PSDB e PSOL se unem contra blogosfera



Tucano cobra explicações sobre gasto oficial na internet
O Globo – 20/03/2013

BRASÍLIA O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), protocolou ontem pedido de informações para que o governo explique o aumento de gastos com publicidade na internet, de 483%, no período de 2000 a 2011, segundo o partido. De acordo com o líder tucano, os gastos informados pelo governo não permitem saber a razão do aumento dessas despesas, passando de R$ 15 milhões, em 2000, para R$ 90 milhões, em 2011.
Aloysio quer que a Secretaria de Comunicação da Presidência explique se há financiamento público dos chamados “blogs sujos”, que são, segundo ele, sites de jornalistas contratados para atacar opositores do governo.
- Muitos dados que temos não são suficientemente pormenorizados. É impossível saber o que é gasto com empresas que concorreram no mercado, e as que não são. É um exército, uma milícia no “cyberespaço”. Eu quero saber onde e como esse dinheiro está sendo gasto – disse Aloysio.
O líder do PSOL, senador Randolfe Rodrigues (AP), que disse que irá subscrever o requerimento do tucano, afirmou que um site que veicula publicidade de uma empresa estatal teria “massacrado” o senador Pedro Taques (PDT-MT), um dos mais críticos ao governo no Senado:
- Se recebe verbas públicas para isso, mais do que ameaça à liberdade de expressão, é uma ameaça à democracia. É o financiamento do achincalhamento de quem tem alguma divergência – disse Randolfe.
A “denúncia” de Aloysio Nunes é antes de tudo burrice. Em 2000, a internet quase não existia no Brasil. Eu, que fui um dos primeiros blogueiros do país, entrei por aqui em 2004. Essa é a explicação óbvia porque o aumento da publicidade estatal na internet cresceu 483%.
Mais grave que a burrice, porém, é que Nunes na verdade está tentando perseguir a blogosfera. O Cafezinho já identificou que mais de dois terços da publicidade federal vai para UOL, Globo, Abril. Até o site da Fox recebe dinheiro. A blogosfera não ganha nada. Alguns blogs de grande circulação recebem anúncios de estatais. É triste sobretudo ver um senador de esquerda, como Randolfe Rodrigues, adotar uma postura tão mesquinha, apenas porque viu ataques de um blog ao senador Pedro Tacques. E daí? A grande mídia não ataca diariamente políticos e instituições, e não é justamente por isso que é considerada “crítica” e “independente”? Quer dizer que o senhor Randolfe Rodrigues, que nunca abriu a boca para reclamar contra a concentração midiática no país, e contra uma lógica de direcionamento de verbas estatais que apenas beneficia os grandes, agora vai entrar na turma dos que querem asfixiar financeiramente os dois ou três blogs que receberam uns caraminguás? E por que? Porque um blog (deve ter sido o 247, que nem é blog exatamente, ou o Conversa Afiada) publicou uma denúncia feita por um jornalista que trabalha no mesmo estado que Pedro Tacques? Ora, se houvesse um blogueiro ou jornalista em Goiás que denunciasse Demóstenes Torres, o Brasil não teria sido pautado, por anos, por um cupincha de Carlinhos Cachoeira que fazia dobradinha com a revista Veja.
Na verdade, o ataque do senador Aloysio Nunes reflete o medo crescente que eles tem da blogosfera, uma vez que sabem que suas ideias apenas podem ganhar eleitores se estes se informarem exclusivamente pela grande mídia conservadora. Sabendo disso, eles querem não somente asfixiar financeiramente os dois ou três blogs que recebem alguma publicidade estatal, mas sobretudo:
  1. intimidar o governo, para que não se torne mais plural e democrático na distribuição da publicidade federal;
  2. constranger os próprios blogueiros a não lutar por seus direitos;
  3. atacar moralmente os blogueiros, que não escreveriam por ideal, mas por “dinheiro”.
Eu, como blogueiro, não quero nenhum recurso federal. Meu blog vive de assinaturas, não preciso de nenhuma publicidade estatal. Mas das duas, uma. Ou o governo não dá para ninguém, ou dá para todos. Não acho certo o governo, que tem compromissos com a disseminação de valores democráticos, ou seja, com o pluralismo e o debate, entregar tantos recursos para poucos grupos de comunicação, colaborando para a manutenção de uma lógica que já se mostrou terrivelmente nociva para a democracia brasileira.
A luta por uma comunicação social mais democrática e mais plural inscreve-se na luta pelos direitos humanos, pela cultura e pelo desenvolvimento, de maneira que os partidos políticos que, por medo da mídia corporativa, silenciam-se sobre um dos temas mais urgentes da pauta política nacional, são covardes e representam, mesmo que posem para as câmaras de progressistas e inovadores (como a rede marinista), a continuidade do atraso, com nova e engandora roupagem.
É um escárnio que os mesmos grupos que deram o golpe de Estado em 64, e apoiaram a ditadura, hoje recebam milhões de reais de publicidade estatal, e os setores que representam as ideias daqueles que lutaram contra a ditadura, desde o início, não apenas não recebam nada, como sejam alvos de ataque das mesmas mídias que recebem grandes somas de recursos públicos. O patrimônio financeiro dos donos da mídia foi construído, em boa parte, sobre os escombros da democracia.
O escárnio se torna insuportável quando eu vejo um senador acusando a blogosfera de receber um dinheiro que na verdade vai para os barões. E com apoio do senador do PSOL!

FONTE:
 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Dependência ao Norte .



Nas três últimas eleições presidenciais, o vaidoso FHC reclamou que foi descartado pelo comando tucano, que reduziu a sua presença nos palanques e na televisão para esconder a sua “herança maldita”. Agora, no desespero, o cambaleante candidato do PSDB, Aécio Neves, resolveu defender a “herança bendita” do seu amado “guru”. Ontem, em sua coluna no Estadão, FHC deu um conselho ao seu pupilo: "O PSDB não deve entrar nessa armadilha. É melhor olhar para frente e deixar as picuinhas para quem gosta delas”.

Ou seja: ele mesmo quer evitar as comparações. No texto intitulado “Sem disfarce nem miopia”, o ex-presidente retira o disfarce! Ele sabe que uma estratégia eleitoral centrada nas comparações seria fatal para o sonho tucano de retornar ao governo. Os eleitores já rejeitaram o legado de FHC três vezes. O melhor é esquecer o passado. “As forças governistas voltaram ao diapasão antigo: comparar os governos petistas com os do PSDB. Chega a ser doentio! Será que não sabem olhar para frente? As conjunturas mudam”.

Para ele, as comparações servem a uma “lógica infantil” e devem ser evitadas. “Na cartilha de exaltação aos dez anos do PT no poder, com capa ao estilo realismo socialista e Dilma e Lula retratados como duas faces de uma mesma criatura, a História é reescrita para fazer as estatísticas falarem o que aos donos do poder interessa... O PSDB não deve entrar nessa armadilha. É melhor olhar para frente e deixar as picuinhas para quem gosta delas”. O importante, ensina o príncipe da Sorbonne, é atacar os erros do atual governo.

Sem modéstia, ele até se refere à “herança bendita” do seu reinado. Mas evita confessar que o Brasil quase quebrou e foge dos dados comparativos. Na sua lógica “infantil” ou “doentia”, FHC insiste nos antigos dogmas neoliberais. Para ele, o atual governo conduz o país ao colapso. “Por ora, o trem não descarrilou. Mas as balizas que asseguraram crescimento com estabilidade - câmbio flutuante, metas inflacionárias e responsabilidade fiscal -, mesmo ainda em pé, se tornam cada vez mais referências longínquas”.

Defensor do alinhamento automático com o império, o ex-presidente critica a política externa do atual governo, “de inspiração chavista”, e lamenta que o Brasil fique “à margem da nova aliança atlântica proposta pelos Estados Unidos”. Ele ainda rechaça o PT pela “leitura míope do mundo e distorcida do papel do Estado”. E encerra o artigo em tom professoral: “Ao PSDB cumpre oferecer a sua visão alternativa e um programa contemporâneo que amplie as possibilidades de realização pessoal e coletiva dos brasileiros. Sem esquecer o passado, mas com os olhos no futuro”. Em síntese: nada de comparações; vamos ao ataque!


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Reflexões sobre o combate midiático

FONTE: Jornalismo B

combate

*O artigo a seguir foi publicado originalmente na edição especial de três anos da Revista O Viés
O modelo midiático brasileiro é uma construção de décadas, não é natural nem óbvio. A estrutura vertical e que tende à formação de oligopólio ou monopólio nasce, entre outras variáveis, da desregulamentação do setor de comunicação e de uma sociedade marcadamente desigual originada e fortalecida em um modelo escravocrata que nunca deixou de se perpetuar.
Temos onze famílias controlando praticamente todo o espectro de rádio e televisão e os principais jornais e revistas do país. No caso de rádio e TV são explorações de concessões públicas, ou seja, de propriedade do Estado, que deveriam ser renovadas a cada dez e quinze anos em votação nominal no Congresso, o que nunca aconteceu. A paralisia das instituições estatais no que se refere à estrutura comunicacional é reflexo do rabo preso de partidos e agentes políticos em suas relações com os empresários da comunicação. Ao mesmo tempo, rádio, TV e jornais são sustentados financeiramente pelo próprio Estado e por anunciantes de diversos setores das elites brasileiras e estrangeiras – empreiteiras, fábricas de automóveis e empresas de telefonia são os exemplos mais relevantes.
Enquanto isso, as rádios comunitárias são criminalizadas e atacadas pela Anatel em pareceria com a Polícia Federal, os jornais de bairro não recebem apoio estatal e a mídia alternativa se vê sufocada pelo poderio econômico, político e – cada vez mais – judicial dos conglomerados de mídia.
Sustentado por esse modelo e atuando como sustentáculo dele, o que nos é apresentado como fonte de informação é um jornalismo publicitário, que constrói um discurso de esvaziamento da política e descrença nas organizações ao mesmo tempo em que procura fortalecer valores individualistas sobre o coletivismo e a competição egoísta sobre a complementaridade solidária. Um jornalismo seletivo, que escolhe o que vai divulgar não por razões técnicas ou de interesse público, mas de acordo com seus interesses políticos e sua visão de realidade pré-moldada, estigmatizada e simplificada até o limite, sendo este limite a criação de uma peça de alienação – entendida como afastamento da realidade objetiva.
Para tratar de movimentos sociais, são omitidas as conquistas e realçado (quando não inventado) o ladoviolento. Nas coberturas sobre manifestações populares, quando há alguma cobertura, o que aparece é o trânsito de veículos interrompido. Nas mobilizações grevistas, destaque para os prejuízos à população causados pelos grevistas, evitando citar as pautas em disputa e silenciando sempre sobre a importância das greves como instrumento de luta dos trabalhadores contra a exploração de sua força de trabalho para o lucro de alguns poucos. Em coberturas internacionais, Israel se defende dos terroristas palestinos, a ditadura cubana prestes a desmoronar, EUA é sempre exemplo positivo. Nada sobre a história territorial dos ataques de Israel ao povo palestino, nada sobre as conquistas sociais da Revolução Cubana ou as diversas formas de participação – inclusive eleitoral – dos cidadãos cubanos nas decisões do soberano país caribenho, nada sobre o terrorismo de Estado levado a cabo por sucessivos governos norte-americanos, amarrados por um sistema político que mantém no poder desde sempre o mesmo partidão onde se alternam as correntes Democrata e Republicada, representantes do mesmo projeto de país, de sociedade e de mundo.
Esse tipo de posicionamento jornalístico não acontece por acaso. É resultado justamente do modelo de mídia, ao mesmo tempo em que o alimenta e sustenta. Um espectro de comunicação controlado por apenas onze famílias não pode reproduzir outro discurso que não o da manutenção do estado das coisas, do status quo que garante o poderio político e econômico de seus aliados privados ou governamentais. A mídia oligárquica nada mais é do que a representação discursiva das tradicionais oligarquias do país, agrárias, urbanas e/ou políticas.
Do outro lado da sociedade temos os trabalhadores e, dentre eles, setores ainda mais explorados, dominados e oprimidos – os negros, os indígenas, as mulheres, os homossexuais, os moradores de rua, e a lista segue até excluir apenas o mais básico padrão estético, mental e comportamental da sociedade capitalista ocidental, em uma redução social quase nazista. Esses setores marginalizados, situados sempre na classe trabalhadora – caso contrário o pretexto para sua exclusão é esquecido ou, ao menos, relativizado – poderiam ter em suas vozes um instrumento de mobilização, organização e luta, mas o monopólio da palavra pelas velhas oligarquias impede esse avanço cujo potencial é verdadeiramente revolucionário.
É, entre outros espaços a serem ocupados e trabalhados, através da construção de uma outra mídia, que os setores oprimidos têm a possibilidade de exercerem cidadania efetiva e, a partir desse caminho, tomarem consciência de sua condição de classe. E mais: há, na ocupação da mídia pela maioria da população, a possibilidade real de aprofundar debates, redefinir pautas e levantar vozes em direção às demais mudanças estruturais necessárias no Trabalho e no Estado.
É nesse sentido que pode e deve caminhar desde já a mídia contra-hegemônica. É importante pontuar que enquanto contra-hegemônica vai além do que seria uma imprensa alternativa, pois entende o enfrentamento como uma necessidade intrínseca à sua função social. Quer dizer, nem toda a mídia alternativa é contra-hegemônica, mas a mídia contra-hegemônica constitui-se, também, como alternativa na medida em que constrói novas possibilidades, novas visões, novas perspectivas.
A mídia contra-hegemônica, para atuar de acordo com a necessidade que se tem de sua existência e fortalecimento, precisa ter em vista seu papel transformador e as funções que pode cumprir. Precisa ter consciência da conjuntura de opressão e dominação – inclusive discursiva – inerente às sociedades capitalistas, e de sua responsabilidade no caminho em direção à necessária mudança estrutural. São condições necessárias à existência da mídia contra-hegemônica um papel protagonista nas lutas populares, a inversão das pautas da mídia dominante e a atuação sobre as pautas ignoradas ou omitidas por ela, o trabalho conectado com os movimentos sociais e a contínua percepção de totalidade no trabalho específico que desenvolve.
A mídia contra-hegemônica não pode abster-se de questionar o modelo de mídia e o sistema social como um todo. É contra eles que atua, fundamentalmente. E não pode abster-se de enxergar para além do próprio umbigo, o que significa dizer que, ao batalhar apenas pelo fortalecimento do próprio veículo, passa automaticamente a estar inserida na competição individualista que já está posta como hegemônica, anulando-se, então, enquanto alternativa. Tem o dever, pelo contrário, de construir constantemente uma práxis coletiva, tendo em vista a necessidade de que novos canais midiáticos e de participação se abram a cada momento, entendendo a mídia contra-hegemônica como uma só frente. Obrigatoriamente plural, democrática e horizontal, mas tendo em seu conjunto a consciência histórica de classe e o compromisso com a tão urgente mudança estrutural da sociedade.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

REDES SOCIAIS CRIANDO UMA NOVA CONSCIÊNCIA


QUEM DIRIA !!! REDES SOCIAIS CRIANDO UMA NOVA CONSCIÊNCIA E ESTA NOVA CONSCIÊNCIA COLETIVA É UMA AMEAÇA PARA A NOVA ORDEM MUNDIAL !!! DESPERTA, CRIATURINHA !!! APAGA ESTA TV E TE APROPRIA DA TUA VIDA


O poder da consciência coletiva e as redes sociais são uma ameaça para o desenvolvimento do global ... 

Durante um recente discurso na Polônia, o ex-conselheiro de Segurança Nacional Zbigniew Brzezinski e guru máximo da "Nova Ordem Mundial" e da necessidade de " pessoas antidoping com tittainment "(sugar o leite dos seios), uma versão moderna de maior imperial romana" ludi e circo "para suprimir as demandas dos colegas povos-elitistas advertiu que um movimento mundial de" resistência "ao" controle externo ", liderado por "ativismo populista" está ameaçando atrapalhar a transição para uma nova ordem mundial.

Definindo a idéia de que o século 21 é o século americano "uma decepção compartilhada", Brzezinski disse que domínio americano já não é possível devido à aceleração da mudança social impulsionada pela "comunicação de massa instantânea, como o rádio, televisão e da Internet ", o que gerou uma crescente" despertar universal da consciência política das massas. "

O ex-conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos acrescentou que este "crescimento mundial ativismo populista está demonstrando hostil à dominação estrangeira do tipo que prevaleceu na era do colonialismo, o imperialismo e".
Brzezinski concluiu que "a resistência consciência persistente e altamente motivado política populista e despertar dos povos e historicamente adversos de controle externo tem se mostrado cada vez mais difícil de eliminar."

Embora Brzezinski disse em um tom neutro, o contexto em que ele falava, juntamente com suas declarações anteriores, indica que esta não é uma celebração da "resistência populista", mas uma preocupação com o impacto que isso tem sobre o tipo de " controle externo "que Brzezinski afirmou várias vezes.

Estas observações foram feitas em um evento para o Fórum Europeu para novas idéias (EFNI), uma organização que iria apoiar a transformação da União Europeia num anti-democrática super-Estado federal, o mesmo tipo de "controle externo" que colocou em perigo foi salientada por Brzezinski, durante seu discurso.

Neste contexto, é preciso compreender que o argumento de Brzezinski em "resistência populista" de obstáculo considerável para a imposição de uma nova ordem mundial deve ser interpretada mais como um aviso do que como reconhecimento / celebração.

Também tenha em consideração o que Brzezinski escreveu em seu livro Between Two Ages: o papel dos Estados Unidos na era tecno-digital, em que ele defendia o controle da população por uma classe política através da manipulação digital.

"A era digital envolve o aparecimento gradual de uma forma mais controlada. Tal sociedade seria dominada por uma elite, livre de valores tradicionais. Em breve será possível exercer vigilância quase contínua ao longo de todo o cidadão e manter os arquivos completos e atualizados, que também contêm informações mais pessoal de cada cidadão. Esses arquivos podem ser acessados em tempo real por parte das autoridades ", escreveu Brzezinski.

"Na sociedade digital, a tendência parece ser a de agregar o apoio individual de milhões de cidadãos descoordenados, facilmente ao alcance de personalidades magnéticas e atraentes exploram as mais recentes técnicas de comunicação para manipular as emoções e decisões de controle", escreveu no mesmo livro. A súbita preocupação Brzezinski para o impacto de uma população politicamente despertou mundial não vem da idéia de que Brzezinski é identificado com a mesma causa. Brzezinski é o fundador da poderosa Comissão Trilateral, um luminar do Conselho de Relações Exteriores e um participante regular de Bilderberg. Ele já foi descrito pelo presidente Barack Obama como "um dos nossos pensadores mais importantes." Esta não é a primeira vez que Brzezinski lamentou o surgimento de uma oposição populista à dominação de uma pequena elite.

Ela foi durante uma reunião do CFR em 2010 Brzezinski advertiu colegas colegas globalistas que um "despertar político global", em combinação com a luta interna entre a elite, estava ameaçando sabotar o movimento em direção a um governo mundial.

Nota: cabras e nós, então, nós conversamos sobre isso. Porque quando Brzezinski fala, é sempre bom ouvir atentamente - blog terra real time, tradução google tradutor

Por: Gicela Machado Oliveira Brasil .

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Em política, quem não bate, apanha


FONTE: caduamaral



Nos últimos tempos temos visto a criminalização da política se intensificar. Não faltam, fatos e factoides para a execução da campanha antipolítica. Vale tudo para tirar a participação popular dessa esfera da convivência em sociedade. A principal delas, por sinal.

São as decisões políticas que determinam tudo os que nos cerca. De preços de mercadorias e semáforos nas ruas a quantos e quais são os parlamentares em qualquer nível ou como a economia de determinado local é tocada ou a forma de escolha até do s membros do Judiciário. Qualquer escolha que dialogue com a coletividade , essencialmente, política.

Não temos nem trinta anos de democracia ininterrupta no país. E este é o maior período democrático de nossa História.

Em certa medida é natural que existam problemas na exercício da democracia no Brasil. Como por exemplo, a relação entre os poderes da República. Presenciamos neste momento que é o galo que canta em qual galinheiro na relação Câmara dos Deputados e STF.

O Presidente do STF, Joaquim Barbosa, chegou a afirmar em sessão do dia 10 de dezembro que “O STF é a Constituição”.

Outro aspecto é a nefasta existência dos financiadores de campanha. Ela transforma representantes do povo em office-boys.

Nessa confusão sobre o papel de cada um no convívio em sociedade, a imprensa, ou parte dela, tem a absoluta certeza de ser maior do que qualquer Poder constituído, do qualquer mandatário popular. Quer acusar, julgar e condenar. E é claro, não aceita a menor fagulha de crítica. Não se criticam os deuses, pensam os agentes midiáticos.

E no Brasil ela atua sem a mínima regulação. Não havendo regras, é natural que haja dessa forma.

A questão é que a imprensa não é um Poder. Ela é instrumento do poder econômico. Este o grande poder. O que realmente manda.

Não tem essa de Poder executivo, Poder Legislativo ou Poder Judiciário. Tampouco a imprensa é o quarto poder. Isso é conversa mole. O poder que manda é o econômico.

Ele determina a linha editorial da imprensa; determina ações de governo e criação de leis e também a velocidade ou não, a rigidez ou não de processos no Judiciário.

É evidente que existem contradições. Esta é uma regra geral e se materializa globalmente.

Melhorar o poder de compra das pessoas até certo ponto interessa ao poder econômico. Até certo ponto. A partir do momento em que as posições na chamada pirâmide social se deslocam, aí não interessa mais.

Projeção politica de pessoas oriundas do povo, interessam também até certo ponto. Legitima o sistema político criado pelo capital. Mas um filho do povo alcançar o status que Lula alcançou no Brasil e fora dele, não interessa ao poder econômico.

Não a toa que a imprensa bate tanto em Lula. Não é a toa que ela requenta matéria a todo o instante. Muda nos requentes um parágrafo, coloca umas aspas, muda o título e o lide. Pronto, “escândalo” novo.

Mas o que não pode se dar é um grupamento político, seja partido ou social, não devolver as pancadas sofridas. Isso não é nem salutar para a democracia. Democracia é construção diária.

Não se pode apanhar sem bater de volta.

Aí o PT errou feio. Desde 2003 teve a chance de reorganizar parte das regras do jogo. Ou pelo menos mostrar que se apanhar muito, revidaria as pancadas.

Infelizmente, o PT e a esquerda como um todo, apanham, apanham e dão a outra face.

Momentos que cito a seguir não mudariam o centro da regra do jogo, mas dariam mais equilíbrio entre os atores. Isso sem falar na Reforma Política. Mas tem que ser uma reforma mesmo e não um remendo eleitoral. O Estado brasileiro precisar ser reformulado.

Primeiro, a retirada de Policarpo Júnior de Veja do relatório da CPI do Cachoeira. Como argumento foi dito que a retirada se deu para garantir o restante do documento. Não vai passar nada. Perillo sequer será citado no texto final. Aposta minha, que espero estar errado.

Outro exemplo, para cita rum mais distante. Foi o debate sobre a criação do Conselho Federal de Jornalismo em 2004. Órgão, nos mesmos moldes da OAB ou CRM, que serviria para regulamentar a profissão de jornalista no Brasil.

Os Jornalistas em congresso da Federação Nacional de Jornalismo (FENAJ) decidiram pela criação de sua autarquia. Então o executivo, como preconiza a Constituição para a criação de autarquias, elaborou a mensagem para enviá-la ao Congresso.

A defenestração foi gigantesca. “censor” era a palavra mais “sociável” que a imprensa usou. Quer dizer, os donos da imprensa.

Com o Conselho, questões como condições de trabalho e piso salarial seriam nacionalizados. Além é claro, da formação do profissional em jornalismo.

Dia após dia, fica claro que assim como no futebol, onde quem não faz gol, leva. Em política, quem não bate, apanha.


Sobre a carga tributária
Quando disserem que a carga tributária do Brasil é uma das maiores do mundo, saiba que isso não é verdade.

Dados da carga tributária de 183 países relativa a 2010, levantados pela organização conservadora The Heritage Foundation, mostram que o Brasil ficou no 31º lugar em carga tributária.Destes, 27 são países de grande desenvolvimento humano, europeus em geral. Clique aqui e leia a tabela eaqui para entrar no site da Heritage Foundation

Sobre a corrupção, um estudo da Fundação Getúlio Vargas mostrou que ela tem impacto de 2% (dois por cento) de nosso PIB. Na década, o Tribunal de Contas da União (TCU), recolheu 7 bilhões de reais por ano em corrupção, mas a sonegação fiscal anual atinge 200 bilhões de reais.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

FHC, memória seletiva e disputa caseira


FONTE: Blog do caduamaral


FHC e o anão do orçamento, Sérgio Guerra, presidente do PSDB, lançaram em um encontro com prefeitos tucanos, o nome de Aécio Neves para a disputa presidencial em 2014. também o lançaram para presidente do partido.

Quem não deve ter gostado nada disso foi José Serra. O eterno candidato tucano a qualquer coisa, viu com esse gesto seu desejo eterno de candidatar-se ir por água abaixo. A não ser que saia para o senado ou para a Câmara federal. Porque Alckmin deve ir à reeleição.

Se o cosplay do Sr. Burns, do seriado estadunidense “Os Simpson's” não gostou do ato de FHC e Guerra, ele ainda não se pronunciou, mas seu fiel escudeiro, o idealizador e repetidor dos discursos mais reacionários que se pode fazer, Reinaldo Azevedo, não gostou. Sem o Serra, a possibilidade de não ter baixarias aumenta em 0,5% na campanha de 2014.

Azevedo partiu contra FHC.

Depois o Serra acha ruim quando o chamam de vampiro. Passa as madrugadas acordado, tem aquela cara de chupa sangue típica e assim como o Drácula tem um escravo para defendê-lo durante o dia. Em alguns filmes esse personagem tem uma veia cômica.

Qualquer semelhança é mera coincidência (?).

Azevedo, por Serra, ficou com raiva de FHC; que ficou com raiva de Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. Carvalho disse o que até os arrecifes do litoral nordestino sabem: a PF não tinha autonomia para atuar nos tempos de FHC na Presidência do país.

FHC disse que apesar dos seus 81 anos, tem memória e que Gilberto Carvalho deveria respeitar o passado, ou seja, seu governo.

Então vejamos, listo aqui alguns dos atos de seu governo.

1 - Ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias;

2 - O contrato para execução do projeto Sivam foi marcado por escândalos. A empresa Esca, associada à norte-americana Raytheon, e responsável pelo gerenciamento do projeto, foi extinta por fraudes contra a Previdência. Denúncias de tráfico de influência derrubaram o embaixador Júlio César dos Santos e o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra;

3 - Em 1995 o ex-presidente Cardoso deu uma amostra pública do seu compromisso com o capital financeiro e, na calada de uma madrugada de um sábado em novembro de 1995, assinou uma medida provisória instituindo o PROER, um programa de salvação dos bancos que injetou 1% do PIB no sistema financeiro – um dinheiro que deixou o sofrido Tesouro Nacional para abastecer cofres privados, começando pelo Banco Nacional, então pertencente a família Magalhães Pinto, da qual um de seus filhos era agregado. Segundo os ex-presidentes do Banco Central, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, a salvação dos bancos engoliu 3% do PIB, um percentual que, segundo economistas da Cepal, chegou a 12,3%.

4 – Em 1996. Engavetamento da CPI dos Bancos. Disposto a controlar a crise aberta pelas suspeitas sobre o sistema financeiro, o presidente Fernando Henrique Cardoso ameaçou e "convenceu" as lideranças do Senado a engavetar os requerimentos para instalação de uma CPI sobre os bancos. Em compensação, o ministério da Fazenda se comprometeu (e nunca cumpriu) a prestar contas ao Senado sobre o PROER;

5 - A privatização do sistema Telebras e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar;

6 - O instituto da reeleição foi obtido por FHC a preços altos. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara;

7 - Conversas gravadas de forma ilegal foram um capítulo à parte no governo FHC. Durante a privatização do sistema Telebras, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil;

Vou ficar em sete que é a conta do PSDB e da grande imprensa. Se quiser ler mais, clique aqui.

Será que o Fernando Henrique se lembra disso?

E a grande imprensa, lembra?

Lembrar até lembram. Mas fazem de conta que não.

Essa turma toda está com raiva porque a farinha tá pouca e todo mundo quer seu pirão primeiro. Azevedo quer Serra candidato porque lhe é mais interessante. Até para fazer suas imitações de Carlos Lacerda.

FHC está com raiva porque ninguém defende o seu governo e o obrigaram a fazê-lo.

Como pode um partido fazer um senhor de 81 anos se defender sozinho? Que horror!

Aécio que não é bobo, disse que uma candidatura somente deveria ser lançada em 2014. Com certeza esperando algum dossiê do Serra em cima dele.

A “coisa feita em papel couché” Veja já deve estar preparando a capa dessa edição.

E Serra só na catacumba, mirabolando mais um plano infalível. Nem o Cebolinha tem tanta imaginação.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

PT E psdb: A DIFERENÇA ENTRE ELES É O PAÍS QUE CADA UM CONSTRUIU




Pra mim, essa conversa de que, depois que o PT assumiu o governo, teriam se diluído as diferenças entre os partidos políticos não passa de uma tremenda balela daqueles que morrem de medo da evidenciação das diferenças que, sim, existem e são muitas. Vamos brincar de “faz de conta”. Faz de conta que as diferenças ideológicas que marcavam a distância do PT para os demais partidos tenham se esvaído. Não faz mal. Porque ainda que isso fosse verdade, há uma enorme diferença de realizações concretas, de obra construída, que é cada vez maior e mais sólida. A maiúscula transformação social ocorrida no Brasil a partir do primeiro governo Lula é o que marca a diferença entre PT e psdb, por exemplo. E fim de papo. Basta conferir os indicadores em todas as áreas, a começar do combate efetivo e sistemático à corrupção. 

Quantas investigações de casos de corrupção no governo fhc chegaram até um estágio conclusivo? Que instrumentos foram propostos pelos tucanos para promover a transparência na administração pública? O governo federal do PT criou o Portal da Transparência, por meio do qual todo e qualquer cidadão pode acompanhar a execução orçamentária da União, tendo acesso a um pormenorizado controle de gastos e prestação de contas do uso do dinheiro público. Por sua vez, que ferramenta o governo tucano em São Paulo disponibiliza para o cidadão paulista que quiser ter esse mesmo acesso ao controle dos gastos públicos na esfera estadual? Nenhuma! Da mesma forma, nos anos fch, os gastos públicos do governo federal eram uma verdadeira caixa-preta. Além disso, fhc não respeitou a independência institucional dos órgãos de fiscalização do Estado, a exemplo do Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União. Lula, ao contrário, sempre reconheceu a autonomia funcional dos membros dessas instituições e ainda investiu como nunca antes na profissionalização da Polícia Federal, dotando-a de capacidade material, humana e logística para se dedicar ao combate à corrupção e ao desvio das finalidades públicas dos atos de agentes do Estado. Por isso existe a sensação de que os casos de corrupção aumentaram nos últimos anos. Mas essa impressão é enganosa. O que aumentou foi o enfrentamento da corrupção. O Estado deixou de passar a mão na cabeça dos corruptos e parou de varrer a sujeira para debaixo do tapete. A sociedade tem que entender isso. As pessoas têm que escolher em que país querem viver: neste onde os escândalos são devidamente investigados, ou naquele onde os crimes não escandalizavam as pessoas porque não eram tornados públicos.

Em matéria de oferta de crédito e distribuição de oportunidades, a comparação também é reveladora. Em 2002, o crédito total disponibilizado para todos os brasileiros era de R$ 380 bilhões. Hoje, só o Banco do Brasil tem isso. Em 2011, a oferta total de crédito foi de R$ 1,6 trilhão. Em 2002, a Caixa Econômica financiava 5 milhões de reais. Em 2011, os financiamentos totais pela Caixa atingiram R$ 70 bilhões. O Banco do Nordeste emprestou, em 2002, R$ 262 milhões e em 2011 emprestou quase R$ 30 bilhões. É dinheiro nas mãos do povo. O dinheiro que sempre ficava escondido, que só era usado pela meia dúzia que sempre se achou dona desse país, hoje está aí circulando: está nas mãos das mães que recebem o Bolsa Família para seus filhos e que movimentam a economia local das regiões onde vivem; está no incentivo à agricultura familiar das pequenas propriedades rurais, nos microempreendimentos daqueles que vêm querendo aproveitar o bom momento da economia brasileira para alavancar seus próprios negócios; está nas milhares de bolsas integrais ou parciais do ProUni, que vêm permitindo a milhões de brasileiros estudarem e ampliarem suas oportunidades na vida; e por aí vai. Esse é o espírito do “Brasil de TODOS”. Todo esse dinheiro que os governos do PT estão colocando nas mãos do povo, fazendo circular na economia por meio dos microcréditos rurais, os créditos habitacionais, os créditos estudantis, o Bolsa Família, os reajustes do salário mínimo sempre acima da inflação, os investimentos públicos em infraestrutura (PAC) e em programas setoriais (Luz para Todos, Minha Casa Minha Vida, Programa Nacional da Agricultura Familiar) enfim, toda essa dinheirama que foi socializada estava concentrada nas mãos daqueles que sempre lucraram muito assaltando os cofres públicos. Empréstimo no Brasil sempre foi muito caro porque sempre existiram aqueles que metiam suas bundas em cima da grana para impedir que ela circulasse. A partir do governo Lula, isso acabou. E ainda querem dizer que não existem diferenças?

O mais curioso, no entanto, é a resistência desses segmentos mais reacionários da nossa sociedade em admitir os avanços do país sob o comando do PT. Para essa gente alucinada, os êxitos eleitorais do PT se justificariam exclusivamente por aquilo que eles chamam de “políticas assistencialistas” como se programas de transferência de renda como o Bolsa Família fossem meramente eleitoreiros. Essa é uma visão absurdamente preconceituosa e que parece corresponder muito bem à preguiça mental dessa gente que não gosta de raciocinar. Parece que a única coisa que o PT fez desde que assumiu o governo do país foi implementar o Bolsa Família, e mais nada. Já não teria sido pouca coisa, mas não foi só isso. Será que somente os beneficiários do Bolsa Família consideram que o país melhorou nos últimos dez anos?

O ódio que a elite brasileira sente do governo dos trabalhadores lhe cega de tal maneira que ela perde a capacidade de fazer uma análise devidamente coerente do que vem se passando no país desde o início da década passada. Até o observador menos atento já foi capaz de compreender que o sucesso popular dos governos do PT não se deve apenas às políticas sociais: “é a economia, estúpido!”. 

Claro que os programas de proteção ao extrato popular de baixíssima renda são muito significativos do ponto de vista social, mas são mais significativos ainda quando considerados sob o prisma de seus impactos na economia de um modo geral. Além desses programas, é preciso levar em consideração também os efeitos positivos causados por outras ações de governo que foram determinantes para que hoje o Brasil não fosse uma Grécia falida e endividada. As medidas sociais de transferência de renda e combate à miséria, combinadas com a valorização do salário mínimo e a formalização do mercado de trabalho, foram fundamentais para o fortalecimento e a ampliação do mercado consumidor interno. A ativação desse mercado interno, por sua vez, estimulou a produção industrial, permitindo a elevação dos níveis de crescimento econômico com geração de emprego, inclusão social e redução das desigualdades regionais do país. Foi esse ambiente que permitiu ao país avançar inclusive na redução progressiva das taxas de juros, que nos tempos de fhc atingiram os maiores patamares em toda a história, desestimulando o capital produtivo e favorecendo o capital especulativo que não produz nenhum bem ou serviço sequer e não gera nenhum posto de trabalho sequer. O governo tucano prestigiava quem queria o lucro fácil, exploratório e predatório do país, e penalizava quem pretendesse investir no Brasil e colaborar com o seu crescimento. Isso também mudou, e muito.

E é graças a essas mudanças que, de 2003 a 2011, 40 milhões de pessoas em todo o Brasil saíram da classe D e E e chegaram a classe C. “É quase a população da Espanha”. O Nordeste é a região onde a classe C mais cresceu nos últimos anos (+50%). A mesma faixa de renda cresceu mais no interior do país (+ 36,4%) do que nas regiões não metropolitanas (+28,3%). A renda dos 50% mais pobres da população subiu 580% mais rápido do que a dos 50% mais ricos.

Essa é a obra do PT no governo. Alguma semelhança com a estagnação econômica, com a concentração de renda, com as PRIVATARIAS dos tempos dos tucanos?

Acho que os dados reais nos permitem afirmar sem medo de errar que as diferenças entre PT e psdb estão mais evidentes do que nunca. E a base dessa diferença não será encontrada apenas na assistência social, como querem os analistas de araque. Basta perguntar para os que sempre quiseram estudar, mas não tinham maiores oportunidades porque não podiam contar com o ENEM ou o ProUni. Perguntem a eles! Perguntem também para quem sempre considerou a casa própria um sonho inalcançável, mas conseguiu realizá-lo graças ao “Minha Casa, Minha Vida”. Perguntem aos que queriam abrir uma microempresa e não conseguiam porque não existia o “SuperSimples”. Perguntem aos estudantes que sempre sonharam em fazer um intercâmbio em universidades estrangeiras e não tiveram essa oportunidade porque não existia o “Ciência sem Fronteiras”. Perguntem a quem simplesmente queria plantar e colher e não podia porque não havia disponibilidade de crédito para micropodutores rurais e para a agricultura familiar. Perguntem para aqueles que até o despontar do século XXI não tinham sequer luz elétrica em casa e agora podem oferecer aos filhos um delicioso suco gelado retirado da geladeira nova recém adquirida. Perguntem a eles se não é verdade que a vida deles melhorou nos últimos dez anos como “nunca antes na história desse país”. Eles não perguntam porque já sabem das respostas.

Mas seria muito bom se um dia os mervais pereiras, as doras kramers, as elianes cantanhedes e outros “cheirosos” saíssem de suas torres de marfim. Faria bem a eles tomar um banho de Brasil, abrir os olhos, encarar a realidade e constatar de maneira honesta a brutal diferença que existe entre o PT e os demais partidos que já governaram esse país em toda a sua história.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A guerra contra a esquerda no Brasil

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG- Partido da Imprensa Golpista) não mostra!



Os recentes atos públicos contra o julgamento político  a que  foram submetidos dirigentes petistas como José Dirceu e José Genoíno levaram setores da grande imprensa  a tentar pautar o Partido dos Trabalhadores e o próprio governo Dilma, sugerindo que não lhes interessaria a defesa de réus condenados, pois eles pertenceriam ao passado. 
Todavia a esquerda, e não só a do PT felizmente tem outra avaliação. A judicialização da política e a  politização da justiça aprofundam a  repressão seletiva contra os movimentos sociais, restaurando práticas superadas na história do Brasil. A esdrúxula interpretação que o STF concedeu à assim chamada teoria do  domínio do fato poderá e provavelmente será usada contra o MST, o movimento estudantil, os sindicalistas etc.
Trata-se de uma inflexão que se põe na contramão do avanço democrático conquistado pelo país desde o fim da Ditadura Militar.  
 
Entre nós, também a democracia passou a ser vista como um valor universal e se tornou cada dia mais difícil julgar os opositores segundo critérios assumidamente políticos. Como também se faz mais difícil manter políticas econômicas de gerenciamento de crises contra os trabalhadores por governos eleitos regularmente. Na arena militar tornou-se contraproducente defender guerras de agressão e de conquista dirigidas por “Estados Democráticos”.
 
Para contornar essas dificuldades, a primeira “solução” encontrada consiste em ver a economia como se fosse uma organização natural. Assim, as eleições se limitariam à escolha de gestores com maior ou menor sensibilidade social. A gestão da economia deveria ser encaminhada por técnicos e por funcionários de bancos centrais “independentes”.
 
A segunda saída dentro da “democracia” levou à retomada  do conceito de guerra justa, praticada supostamente em nome de valores universais. As guerras contra Iraque,  Afeganistão, Líbia, Síria e Palestina foram “justificadas” a partir dessa doutrina.
 
A terceira, e que mais nos interessa no momento, consiste na tentativa de transformar demandas sociais e políticas em questões similares à da justiça comum. Trata-se de um retrocesso, até mesmo em relação ao velho Presidente Washington Luiz, que explicitava o caráter repressivo de seu governo admitindo que a questão social era caso de polícia. Mas é também um retrocesso perante as práticas da própria ditadura militar a qual distinguia presos políticos e comuns.
 
Cabe reconhecer que se trata por outro lado, de um avanço da sofisticação das formas de dominação. Assim  como a economia é naturalizada e a guerra é “humanizada”, a ação política é limitada e penalizada pelo ordenamento jurídico que se justifica em nome de um suposto conteúdo “ético”.
 
Que o PT e o atual governo tenham se iludido acerca da correspondência necessária dessas manifestações com  a atual fase de desenvolvimento do capitalismo não nos deve surpreender. Eles fazem parte do sistema no qual se colocam como polo antitético interno. A atual crise revela mais uma vez que o capital e seus governos buscam conter a queda da taxa média de lucro através da destruição de direitos duramente conquistados pelos trabalhadores. Claro, em nome da racionalidade econômica, da democracia e do Direito.
 
Afinal, ninguém pode reclamar da taxa de juros, posto que ela é um  preço que se autodefine no mercado como qualquer outro. Ninguém deve se insurgir contra as agressões imperialistas, já que elas são intervenções humanitárias. E  quem vai se levantar para defender “criminosos comuns”?
 
Que um julgamento seja um  “marco histórico” justamente com dirigentes do PT no banco dos réus; que ministros do STF, numa simbiose estranha com os meios de comunicação tenham cobertura televisiva de celebridades; que racistas contumazes tenham recentemente descoberto num negro um herói de ocasião; que o cerne da tese do Procurador Geral da República seja comprovadamente falsa; que os crimes eleitorais de alguns dos acusados (graves em si mesmos) tenham se transformado “em maior atentado à República”; que o Ex-Ministro José Dirceu,  contra quem não se encontrou prova alguma, seja o mais gravemente apenado de todos os deputados julgados; tudo isso seria cômico se não fosse apenas o anúncio de uma guerra de extermínio contra a esquerda.
 
A maioria do eleitorado rejeitou o uso político de escândalos e literalmente  votou contra o STF. Que juízes em nome de leis casuísticas possam cassar mandatos populares de pessoas eleitas pelo povo é um exercício de autoritarismo inédito em nosso país. A atual configuração da lei eleitoral procura tutelar o eleitor, considerando-o inapto para exercer seu democrático direito à livre escolha de seus representantes. Parte-se do primado “iluminista” de que os eleitores estão mergulhados nas trevas e não conhecem o passado e as ações dos candidatos. Mas, em nome de que princípio um juiz se arvora o direito de cassar a vontade popular?
 
É evidente que toda justiça corresponde à ideologia dominante, mas ela deve repelir a violação de ritos processuais que garantem a sua aparente neutralidade. A politização explícita da justiça cobrará o seu preço porque a história não para. Chegará o momento de limitar o mandato dos juízes e exigir sua escolha mediante eleições diretas. Que se comportem como políticos é mais do que normal. Mas não que sejam ditadores vitalícios.
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